Turismo de Jardins na Madeira e nos Açores:

da dimensão histórica à situação atual

Research output: Chapter in Book/Report/Conference proceedingConference contribution

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Abstract

O ecoturismo e o turismo de jardins têm sido alvo de uma enorme e crescente procura à escala global. Refira-se que em 2000 mais de 150 milhões de pessoas visitaram jardins públicos em todo o mundo (W. Jackson and Sutherland, 2000); nos EUA o número de viajantes que se deslocam a jardins supera já os visitantes da Disneyland e Dysneyworld (R. Benfield, 2013) e em França um dos monumentos que bate recordes em número de visitantes é o Chateau e jardins de Villandry. A apetência pelas formas de lazer ativo ao ar livre, o especial carinho e curiosidade votados às plantas e à jardinagem, associados a práticas sustentáveis e “amigas do ambiente” estão na origem do fenómeno. Viajar com o objetivo de visitar jardins é hoje uma realidade, reveladora da existência de um nicho de mercado com uma expressão não despicienda, cujas vantagens, além de económicas, residem na conservação e recuperação de um valioso património histórico.
O potencial reservado ao turismo de jardins, em Portugal, não tem passado despercebido, sendo já cerca de 20 os operadores que atuam no sector (destes seis são portugueses), com uma oferta total de quase 30 jardim incluídos em pacotes turísticos, rotas e itinerários portugueses. Neste contexto, a notoriedade do “Destino” Madeira, bem como a visibilidade dos seus jardins, não tem paralelo com a realidade açoriana, constituindo um dos casos de maior sucesso a nível nacional.
A partir da caracterização dos jardins como recurso cultural, associado à identidade local, a presente comunicação pretende identificar as potencialidades dos jardins madeirenses e açorianos no âmbito do turismo de jardins. Através da aplicação de uma análise SWOT procurar-se-á determinar as vantagens de uma oferta integrada, assente na singularidade e identidade deste rico património insular.
Original languagePortuguese
Title of host publicationLivro de resumos do Colóquio «Açores e Madeira: Percursos de memória e identidade»
EditorsAlberto Vieira , Duarte Nuno Chaves
Place of PublicationPonta Delgada & Velas
PublisherCHAM, FCSH/NOVA-UAc
Pages187-207
Number of pages20
ISBN (Print)978-989-8492-37-1
Publication statusPublished - 2016
EventColóquio Açores e Madeira: percursos de memória e identidade - Madeira, Velas, Portugal
Duration: 29 Jun 20162 Jul 2016
https://repositorio.uac.pt/bitstream/10400.3/3811/1/CAPA_Resumos_ColoquioAcoresMadeira2016JUNHO29-30.pdf

Conference

ConferenceColóquio Açores e Madeira
CountryPortugal
CityVelas
Period29/06/162/07/16
Internet address

Cite this

Albergaria, I. S. D. (2016). Turismo de Jardins na Madeira e nos Açores: da dimensão histórica à situação atual. In A. Vieira , & D. Nuno Chaves (Eds.), Livro de resumos do Colóquio «Açores e Madeira: Percursos de memória e identidade» (pp. 187-207). Ponta Delgada & Velas: CHAM, FCSH/NOVA-UAc.
Albergaria, Isabel Soares de. / Turismo de Jardins na Madeira e nos Açores: da dimensão histórica à situação atual. Livro de resumos do Colóquio «Açores e Madeira: Percursos de memória e identidade». editor / Alberto Vieira ; Duarte Nuno Chaves. Ponta Delgada & Velas : CHAM, FCSH/NOVA-UAc, 2016. pp. 187-207
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Albergaria, ISD 2016, Turismo de Jardins na Madeira e nos Açores: da dimensão histórica à situação atual. in A Vieira & D Nuno Chaves (eds), Livro de resumos do Colóquio «Açores e Madeira: Percursos de memória e identidade». CHAM, FCSH/NOVA-UAc, Ponta Delgada & Velas, pp. 187-207, Colóquio Açores e Madeira, Velas, Portugal, 29/06/16.

Turismo de Jardins na Madeira e nos Açores: da dimensão histórica à situação atual. / Albergaria, Isabel Soares de.

Livro de resumos do Colóquio «Açores e Madeira: Percursos de memória e identidade». ed. / Alberto Vieira ; Duarte Nuno Chaves. Ponta Delgada & Velas : CHAM, FCSH/NOVA-UAc, 2016. p. 187-207.

Research output: Chapter in Book/Report/Conference proceedingConference contribution

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T1 - Turismo de Jardins na Madeira e nos Açores:

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N2 - O ecoturismo e o turismo de jardins têm sido alvo de uma enorme e crescente procura à escala global. Refira-se que em 2000 mais de 150 milhões de pessoas visitaram jardins públicos em todo o mundo (W. Jackson and Sutherland, 2000); nos EUA o número de viajantes que se deslocam a jardins supera já os visitantes da Disneyland e Dysneyworld (R. Benfield, 2013) e em França um dos monumentos que bate recordes em número de visitantes é o Chateau e jardins de Villandry. A apetência pelas formas de lazer ativo ao ar livre, o especial carinho e curiosidade votados às plantas e à jardinagem, associados a práticas sustentáveis e “amigas do ambiente” estão na origem do fenómeno. Viajar com o objetivo de visitar jardins é hoje uma realidade, reveladora da existência de um nicho de mercado com uma expressão não despicienda, cujas vantagens, além de económicas, residem na conservação e recuperação de um valioso património histórico.O potencial reservado ao turismo de jardins, em Portugal, não tem passado despercebido, sendo já cerca de 20 os operadores que atuam no sector (destes seis são portugueses), com uma oferta total de quase 30 jardim incluídos em pacotes turísticos, rotas e itinerários portugueses. Neste contexto, a notoriedade do “Destino” Madeira, bem como a visibilidade dos seus jardins, não tem paralelo com a realidade açoriana, constituindo um dos casos de maior sucesso a nível nacional. A partir da caracterização dos jardins como recurso cultural, associado à identidade local, a presente comunicação pretende identificar as potencialidades dos jardins madeirenses e açorianos no âmbito do turismo de jardins. Através da aplicação de uma análise SWOT procurar-se-á determinar as vantagens de uma oferta integrada, assente na singularidade e identidade deste rico património insular.

AB - O ecoturismo e o turismo de jardins têm sido alvo de uma enorme e crescente procura à escala global. Refira-se que em 2000 mais de 150 milhões de pessoas visitaram jardins públicos em todo o mundo (W. Jackson and Sutherland, 2000); nos EUA o número de viajantes que se deslocam a jardins supera já os visitantes da Disneyland e Dysneyworld (R. Benfield, 2013) e em França um dos monumentos que bate recordes em número de visitantes é o Chateau e jardins de Villandry. A apetência pelas formas de lazer ativo ao ar livre, o especial carinho e curiosidade votados às plantas e à jardinagem, associados a práticas sustentáveis e “amigas do ambiente” estão na origem do fenómeno. Viajar com o objetivo de visitar jardins é hoje uma realidade, reveladora da existência de um nicho de mercado com uma expressão não despicienda, cujas vantagens, além de económicas, residem na conservação e recuperação de um valioso património histórico.O potencial reservado ao turismo de jardins, em Portugal, não tem passado despercebido, sendo já cerca de 20 os operadores que atuam no sector (destes seis são portugueses), com uma oferta total de quase 30 jardim incluídos em pacotes turísticos, rotas e itinerários portugueses. Neste contexto, a notoriedade do “Destino” Madeira, bem como a visibilidade dos seus jardins, não tem paralelo com a realidade açoriana, constituindo um dos casos de maior sucesso a nível nacional. A partir da caracterização dos jardins como recurso cultural, associado à identidade local, a presente comunicação pretende identificar as potencialidades dos jardins madeirenses e açorianos no âmbito do turismo de jardins. Através da aplicação de uma análise SWOT procurar-se-á determinar as vantagens de uma oferta integrada, assente na singularidade e identidade deste rico património insular.

M3 - Conference contribution

SN - 978-989-8492-37-1

SP - 187

EP - 207

BT - Livro de resumos do Colóquio «Açores e Madeira: Percursos de memória e identidade»

A2 - Vieira , Alberto

A2 - Nuno Chaves, Duarte

PB - CHAM, FCSH/NOVA-UAc

CY - Ponta Delgada & Velas

ER -

Albergaria ISD. Turismo de Jardins na Madeira e nos Açores: da dimensão histórica à situação atual. In Vieira A, Nuno Chaves D, editors, Livro de resumos do Colóquio «Açores e Madeira: Percursos de memória e identidade». Ponta Delgada & Velas: CHAM, FCSH/NOVA-UAc. 2016. p. 187-207