Ter ou não ter filhos: as razões da decisão

Translated title of the contribution: To have or not to have children: reasons for the decision

Maria João Valente Rosa, Isabel Tiago de Oliveira

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Abstract

Muito se tem dito e escrito sobre a natalidade e a fecundidade em Portugal, um tema sempre presente desde que o país, no quadro europeu, perdeu o já raro traço de ter descendências numerosas e passou a ser, como os restantes no quadro da União Europeia, um país de descendências reduzidas.
Na complexa equação sobre a decisão de parentalidade, os contextos
em que se nasce e vive podem ser mais ou menos potenciadores da intenção de ter filhos, influenciando as mulheres e os homens nas suas decisões de ter ou não ter filhos. Contudo, essas decisões, que começam por ser um assunto do foro privado e individual, da livre escolha dos casais, não são unicamente reflexo do meio ou das circunstâncias concretas vividas, embora estas possam atenuar ou enfatizar tais desejos e implicar com os momentos de se ter um filho. Existem outras dimensões a considerar, como a vontade de ter ou de não ter filhos, motivo que se destacou no Inquérito à Fecundidade de 2019 (IFEC 2019).
Inspirado nos resultados do IFEC 2019, o presente artigo incide sobre a
importância desta dimensão – a vontade – nas opções de parentalidade, reflexão que integra duas partes essenciais: uma primeira, em que se discute o argumento da vontade, interrogando os sentidos dessa razão; e, uma segunda, que procede à análise da importância dos factores “vontade” e “constrangimentos socioeconómicos” nas decisões de parentalidade.


Much has been said and written about the birth rate and fertility in Portugal, a subject that has always been present since the country, within the European framework, lost the already rare feature of having numerous descendents and became, like the others within the European Union, a country of small descendents.
In the complex equation regarding parenthood decisions, the contexts in which one is born and lives may be more or less influential in the intention to have children, influencing women and men in their decisions to have or not to have children. However, these decisions, which start off as a private and individual matter, of free choice for couples, are not only a reflection of the environment or the concrete circumstances experienced, although they may attenuate or emphasise such desires and involve the moments of having a child. There are other dimensions to consider, such as the desire to have or not to have children, a reason that was highlighted in the 2019 Fertility Survey (IFEC 2019).
Inspired by the results of IFEC 2019, this article focuses on the importance of this dimension - the will - in parenthood choices, a reflection that integrates two essential parts: a first, in which the argument of will is discussed, questioning the meanings of this reason; and, a second, which proceeds to analyse the importance of the factors "will" and "socioeconomic constraints" in parenthood decisions.
Translated title of the contributionTo have or not to have children: reasons for the decision
Original languagePortuguese
Title of host publicationInquérito à Fecundidade - 2019
Place of PublicationLisboa
PublisherInstituto Nacional de Estatística (INE)
Pages9-29
Number of pages20
ISBN (Electronic)978-989-25-0567-1
Publication statusPublished - 2021

Keywords

  • Fecundidade
  • Natalidade
  • Parentalidade
  • Nascimentos
  • Vontade de ter ou não ter filhos
  • Constrangimentos socioeconómicos
  • Inquérito à Fecundidade
  • IFEC

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