O Nome Deste Mundo Dito por Ele Próprio

a Palavra de Sophia na Encruzilhada de uma Geração

Translated title of the contribution: The Name of This World Spoken Out of Itself: Sophia’s Word at the Crossroads of a Generation

Miguel Santos Vieira

Research output: Contribution to journalArticle

Abstract

Esta reflexão identifica a relação fenomenológica e histórica da presença de Sophia na encruzilhada das correntes literárias dos anos 1940 ao pós-25 Abril que acompanha o nascimento de alguns momentos altos da literatura portuguesa. Será feita uma súmula da presença de Sophia no espaço político e das letras que lhe eram contemporâneos com destaque para os principais momentos da sua intervenção cívica e política. Procura-se desatar alguns fios da encruzilhada que leva ao surgimento dos Cadernos de Poesia, onde Sophia publica pela primeira vez: o significado literário e filosófico da coincidência desta publicação com o aparecimento das Odes de Ricardo Reis; a relação temporal aqui presente e seu contraste com um tempo de modernidade que Sophia bebe de Pessoa. É nesta intersecção cultural e no contraponto com Pessoa e Píndaro que Sophia configura a imagem poética de sua escrita em que o tempo do mundo se diz a si próprio como o tempo moderno, linear, e portanto oposto a um tempo complexo, modernista, que desdobra em múltiplas temporalidades, se mobiliza e parte em várias direcções. O tempo do vivido e o tempo procurado do não-vivido.
Original languagePortuguese
Pages (from-to)80-102
Number of pages23
JournalHistória Revista
Volume21
Issue number2
DOIs
Publication statusPublished - 2016

Keywords

  • Poesia Portuguesa
  • Filosofia da Literatura
  • Fenomenologia

Cite this

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O Nome Deste Mundo Dito por Ele Próprio : a Palavra de Sophia na Encruzilhada de uma Geração . / Santos Vieira, Miguel.

In: História Revista, Vol. 21, No. 2, 2016, p. 80-102.

Research output: Contribution to journalArticle

TY - JOUR

T1 - O Nome Deste Mundo Dito por Ele Próprio

T2 - a Palavra de Sophia na Encruzilhada de uma Geração

AU - Santos Vieira, Miguel

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PY - 2016

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N2 - Esta reflexão identifica a relação fenomenológica e histórica da presença de Sophia na encruzilhada das correntes literárias dos anos 1940 ao pós-25 Abril que acompanha o nascimento de alguns momentos altos da literatura portuguesa. Será feita uma súmula da presença de Sophia no espaço político e das letras que lhe eram contemporâneos com destaque para os principais momentos da sua intervenção cívica e política. Procura-se desatar alguns fios da encruzilhada que leva ao surgimento dos Cadernos de Poesia, onde Sophia publica pela primeira vez: o significado literário e filosófico da coincidência desta publicação com o aparecimento das Odes de Ricardo Reis; a relação temporal aqui presente e seu contraste com um tempo de modernidade que Sophia bebe de Pessoa. É nesta intersecção cultural e no contraponto com Pessoa e Píndaro que Sophia configura a imagem poética de sua escrita em que o tempo do mundo se diz a si próprio como o tempo moderno, linear, e portanto oposto a um tempo complexo, modernista, que desdobra em múltiplas temporalidades, se mobiliza e parte em várias direcções. O tempo do vivido e o tempo procurado do não-vivido.

AB - Esta reflexão identifica a relação fenomenológica e histórica da presença de Sophia na encruzilhada das correntes literárias dos anos 1940 ao pós-25 Abril que acompanha o nascimento de alguns momentos altos da literatura portuguesa. Será feita uma súmula da presença de Sophia no espaço político e das letras que lhe eram contemporâneos com destaque para os principais momentos da sua intervenção cívica e política. Procura-se desatar alguns fios da encruzilhada que leva ao surgimento dos Cadernos de Poesia, onde Sophia publica pela primeira vez: o significado literário e filosófico da coincidência desta publicação com o aparecimento das Odes de Ricardo Reis; a relação temporal aqui presente e seu contraste com um tempo de modernidade que Sophia bebe de Pessoa. É nesta intersecção cultural e no contraponto com Pessoa e Píndaro que Sophia configura a imagem poética de sua escrita em que o tempo do mundo se diz a si próprio como o tempo moderno, linear, e portanto oposto a um tempo complexo, modernista, que desdobra em múltiplas temporalidades, se mobiliza e parte em várias direcções. O tempo do vivido e o tempo procurado do não-vivido.

KW - Poesia Portuguesa

KW - Filosofia da Literatura

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U2 - http://dx.doi.org/10.5216/hr.v21i2.43383

DO - http://dx.doi.org/10.5216/hr.v21i2.43383

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SP - 80

EP - 102

JO - História Revista

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