O hobbit de J.R.R. Tolkien: “Frodo is alive!” em Paris, Maio de 1968 ou o dia em que bilbo falou português pela primeira vez...

Translated title of the contribution: The hobbit by J.R.R. Tolkien : “Frodo is alive!” in Paris, May, 1968 or the day bilbo speaks portuguese for the first time…

Research output: Contribution to journalArticlepeer-review

Abstract

Tradicionalmente atribuída ao Brasil a primeira tradução de O Hobbitde J.R.R. Tolkien, acreditamos estar em condições de apresentar uma tradução portuguesa anterior. Igualmente, julgamos poder demonstrar que a tradução, agora em causa, ficou a dever-se ao facto de, à semelhança de múltiplas culturas e países, desde logo nos acontecimentos de maio de 68 em Paris, mas a que também não escaparam o Brasil e Portugal, a obra de Tolkien e, em particular O Hobbit, ter sido utilizado como bandeira de contracultura. Para tal, justificamos o seu uso, desde logo, na adesão do próprio autor ao movimento dos Inklings que não se reviam na corrente modernista inglesa representada pelo grupo de Bloomsbury. Assim, começaremos por compreender, em primeiro lugar, como é que o universo da obra de Tolkien, em particular, O Hobbitpode ser contextualizado no pensamento do autor; seguidamente, pretendemos aferir a sua recepção e leitura pelo movimento de contestação, no século passado, com ênfase para o maio de68 em Paris; nesse trilho passaremos a apresentar a tradução da obra como manifestação de apoio aos movimentos de contracultura a que assistimos tanto no Brasil como em Portugal, em momentos políticos e sociais de menor liberdade de expressão. Terminaremos questionando a adaptação da obra de Tolkien a texto fílmico, justamente numa nova época de desagregação política, social e cultural.


Traditionally attributed to Brazil the first translation of The Hobbitby J.R.R. Tolkien, we believe we are able to present a Portuguese translation dated before the brazilien one. We also believe that we can demonstrate that the translation, now under discussion, was due to the fact that, similarly to multiple cultures and countries, from the beginning of the events of May 68 in Paris, but also that Brazil and Portugal, Tolkien's work, and in particular The Hobbit, was used as a counterculture flag. To this end, we justify its use as a counterculture, right from the start, in the author's own adhesion to the Inklings movement which refused the English modernist current represented by the Bloomsbury group. Thus, we will begin by understand, first, how the universe of Tolkien's work, in particular, The Hobbit,can be contextualized in the author's thought; then, we intend to check its reception and reading by the protests movements, in the last century, with an emphasis on May 68 in Paris; along this path, we will start to present the translation of the work as a manifestation of support for the counterculture movements that we witness both in Brazil and in Portugal, in political and social moments of less freedom of expression. We aim to finnish the present reflexion considering thecinematic adaptation of Tolkien’s work, precisely in the context of the new political, social and cultural crisis we are living on.
Translated title of the contributionThe hobbit by J.R.R. Tolkien : “Frodo is alive!” in Paris, May, 1968 or the day bilbo speaks portuguese for the first time…
Original languagePortuguese
Pages (from-to)114-138
Number of pages24
JournalEntreletras
Volume11
Issue number1
DOIs
Publication statusPublished - 20 Apr 2020

Keywords

  • J.R.R. Tolkien
  • Distopia
  • Hobbit
  • Tradução
  • Tecnologia
  • Translation
  • Distopic
  • Tecnhology

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