Sustainable emotions: the front and backstages of slavery in Gorée Island

Research output: Contribution to journalArticlepeer-review

Abstract

More than merely symbolic, destinations of roots tourism such as Gorée Island (Senegal) are places where emotion about slavery is supposed to be experienced and displayed. UNESCO statements, political testimonies by distinguished visitors, performances of well-known African American artists and comments of tourists seem to testify this. I modestly argue that, by evoking feelings, presumably shared, about slavery in a setting that exacerbates emotions through touristic performances, the idea of international community is here re-enacted and sustained, under the principle of the universality of human rights. I believe that the global heritage regime promoted by UNESCO and other similar international platforms could be considered the strongest apparatuses to induce common belonging crosscutting national borders while spreading cosmopolitan liberal ethics and forms of cosmopolitan memory that are no longer primarily framed by the nation state. The question here, is that the very idea of international community is built with the same imagination, devices and displays and based on the same nationalist assumption of pan-cultural emotions that Anderson described for the rise of nations, but one that, paradoxically, is inter-national, made of nations: a metanation.

Mais do que meramente simbólicos, os destinos do turismo de raízes, como a ilha de Goré (Senegal), são lugares onde se espera que a emoção despoletada pela escravatura seja experienciada e exibida. Para isso contribuem as múltiplas declarações da UNESCO, os depoimentos políticos de visitantes ilustres, as performances de artistas afro-americanos conhecidos e os comentários registados pelos turistas. O meu modesto argumento é que a ideia de comunidade internacional, baseada no princípio da universalidade dos direitos humanos é recriada e reencenada, através da convocação dos sentimentos para lugares como este. O regime global do património promovido pela UNESCO e por outras plataformas institucionais similares deve ser considerado o aparato mais persuasivo para a criação de um sentimento de pertença coletiva, ultrapassando fronteiras nacionais e difundindo uma ética liberal e formas de memória cosmopolita que já não são definidas em função da moldura dos estados-nação. A questão é que a ideia de comunidade internacional mobiliza para a sua construção os mesmos dispositivos imaginativos e exibicionários e o mesmo pressuposto pancultural das emoções que Anderson descreve para a ascensão das nações, embora paradoxalmente, se assuma como inter-nacional, feita de nações: uma metanação.
Original languageEnglish
Pages (from-to)437-464
Number of pages27
JournalEtnografica
Volume25
Issue number2
DOIs
Publication statusPublished - 2021

Keywords

  • Comunidade internacional
  • Escravatura
  • Turismo de raízes
  • Ilha de Goré
  • Emoções cosmopolita
  • International community
  • Slavery
  • Roots tourism
  • Gorée Island
  • Cosmopolitan emotions

Fingerprint

Dive into the research topics of 'Sustainable emotions: the front and backstages of slavery in Gorée Island'. Together they form a unique fingerprint.

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