Abstract

A emergência da temática da comunicação de risco na academia surge com a ocorrência de uma série de acidentes e catástrofes de origem humana (riscos tecnológicos) onde a ligação indústria, governo e pessoas gerou fortes controvérsias. Consistindo, no seu melhor, num diálogo construtivo entre todos os que estão envolvidos num determinado debate acerca do risco (Lofstedt, 2003), a comunicação de risco para ser bem-sucedida tem de considerar determinados fatores como as diferentes perceções de risco, o nível de confiança pública nos processos de gestão de risco e a comunicação de incertezas, associada à tomada de decisão. Neste artigo apresenta-se uma reflexão sobre a origem e evolução da comunicação de risco, baseada na análise e sistematização dos principais contributos da comunidade científica ao debate lançado por Kasperson (2014) sobre este tema nos últimos 30 anos. Daqui, percebe-se a tendência crescente da governância de risco, a necessidade de conceber e disponibilizar melhor informação sobre o risco e de construir confiança entre as partes, e a importância de uma metodologia de continuidade na comunicação de risco.
Translated title of the contributionRisk communication: From persuasion to empowerment
Original languagePortuguese
Pages (from-to)219-258
Number of pages39
JournalRevista de Direito e Segurança
Issue number11
Publication statusPublished - 2018

Fingerprint

risk communication
persuasion
empowerment

Keywords

  • comunicação de risco
  • perceção de risco
  • gestão de risco
  • confiança
  • tomada de decisão
  • governância de risco

Cite this

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Comunicação de Risco : Da Persuasão à Capacitação. / Abreu dos Santos, Isabel; Vasconcelos, Lia; Pires, Iva.

In: Revista de Direito e Segurança, No. 11, 2018, p. 219-258.

Research output: Contribution to journalArticle

TY - JOUR

T1 - Comunicação de Risco

T2 - Da Persuasão à Capacitação

AU - Abreu dos Santos, Isabel

AU - Vasconcelos, Lia

AU - Pires, Iva

N1 - info:eu-repo/grantAgreement/FCT/5876/147304/PT# UID/SOC/04647/2013

PY - 2018

Y1 - 2018

N2 - A emergência da temática da comunicação de risco na academia surge com a ocorrência de uma série de acidentes e catástrofes de origem humana (riscos tecnológicos) onde a ligação indústria, governo e pessoas gerou fortes controvérsias. Consistindo, no seu melhor, num diálogo construtivo entre todos os que estão envolvidos num determinado debate acerca do risco (Lofstedt, 2003), a comunicação de risco para ser bem-sucedida tem de considerar determinados fatores como as diferentes perceções de risco, o nível de confiança pública nos processos de gestão de risco e a comunicação de incertezas, associada à tomada de decisão. Neste artigo apresenta-se uma reflexão sobre a origem e evolução da comunicação de risco, baseada na análise e sistematização dos principais contributos da comunidade científica ao debate lançado por Kasperson (2014) sobre este tema nos últimos 30 anos. Daqui, percebe-se a tendência crescente da governância de risco, a necessidade de conceber e disponibilizar melhor informação sobre o risco e de construir confiança entre as partes, e a importância de uma metodologia de continuidade na comunicação de risco.

AB - A emergência da temática da comunicação de risco na academia surge com a ocorrência de uma série de acidentes e catástrofes de origem humana (riscos tecnológicos) onde a ligação indústria, governo e pessoas gerou fortes controvérsias. Consistindo, no seu melhor, num diálogo construtivo entre todos os que estão envolvidos num determinado debate acerca do risco (Lofstedt, 2003), a comunicação de risco para ser bem-sucedida tem de considerar determinados fatores como as diferentes perceções de risco, o nível de confiança pública nos processos de gestão de risco e a comunicação de incertezas, associada à tomada de decisão. Neste artigo apresenta-se uma reflexão sobre a origem e evolução da comunicação de risco, baseada na análise e sistematização dos principais contributos da comunidade científica ao debate lançado por Kasperson (2014) sobre este tema nos últimos 30 anos. Daqui, percebe-se a tendência crescente da governância de risco, a necessidade de conceber e disponibilizar melhor informação sobre o risco e de construir confiança entre as partes, e a importância de uma metodologia de continuidade na comunicação de risco.

KW - comunicação de risco

KW - perceção de risco

KW - gestão de risco

KW - confiança

KW - tomada de decisão

KW - governância de risco

M3 - Article

SP - 219

EP - 258

JO - Revista de Direito e Segurança

JF - Revista de Direito e Segurança

SN - 2182-8687

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