Retraimento ou acomodação?

A herança de Barack Obama para as potências emergentes e a ordem internacional

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Abstract

A comunidade epistémica das relações internacionais tem vindo a afirmar, quase de uma forma unânime, que Barack Obama escolheu a estratégia de retraimento para fazer face ao declínio norte-americano. Este artigo questiona esta leitura, argumentando que a herança de Obama relativamente à ordem internacional é ambígua. Tanto pode ser uma estratégia de retraimento como de acomodação. Ambas são muito semelhantes nos meios, mas muito diferentes nas finalidades, uma vez que a primeira procura um ressurgimento americano no sistema internacional (preferencialmente como única grande potência) e a segunda implica que a Administração aceitou o declínio como inevitável e prepara-se para negociar com as potências emergentes uma forma de partilha de poder que lhe seja vantajosa. Concluiremos que é muito cedo para saber como é que o posicionamento americano vai evoluir, mas deixamos uma análise das diferentes estratégias e desejáveis consequências.
Original languagePortuguese
Pages (from-to)9-26
Number of pages18
JournalRelações Internacionais (R:I)
Issue number51
Publication statusPublished - Sep 2016

Keywords

  • Retraimento
  • Acomodação
  • Barack Obama
  • Potências emergentes
  • Estratégia

Cite this

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TY - JOUR

T1 - Retraimento ou acomodação?

T2 - A herança de Barack Obama para as potências emergentes e a ordem internacional

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PY - 2016/9

Y1 - 2016/9

N2 - A comunidade epistémica das relações internacionais tem vindo a afirmar, quase de uma forma unânime, que Barack Obama escolheu a estratégia de retraimento para fazer face ao declínio norte-americano. Este artigo questiona esta leitura, argumentando que a herança de Obama relativamente à ordem internacional é ambígua. Tanto pode ser uma estratégia de retraimento como de acomodação. Ambas são muito semelhantes nos meios, mas muito diferentes nas finalidades, uma vez que a primeira procura um ressurgimento americano no sistema internacional (preferencialmente como única grande potência) e a segunda implica que a Administração aceitou o declínio como inevitável e prepara-se para negociar com as potências emergentes uma forma de partilha de poder que lhe seja vantajosa. Concluiremos que é muito cedo para saber como é que o posicionamento americano vai evoluir, mas deixamos uma análise das diferentes estratégias e desejáveis consequências.

AB - A comunidade epistémica das relações internacionais tem vindo a afirmar, quase de uma forma unânime, que Barack Obama escolheu a estratégia de retraimento para fazer face ao declínio norte-americano. Este artigo questiona esta leitura, argumentando que a herança de Obama relativamente à ordem internacional é ambígua. Tanto pode ser uma estratégia de retraimento como de acomodação. Ambas são muito semelhantes nos meios, mas muito diferentes nas finalidades, uma vez que a primeira procura um ressurgimento americano no sistema internacional (preferencialmente como única grande potência) e a segunda implica que a Administração aceitou o declínio como inevitável e prepara-se para negociar com as potências emergentes uma forma de partilha de poder que lhe seja vantajosa. Concluiremos que é muito cedo para saber como é que o posicionamento americano vai evoluir, mas deixamos uma análise das diferentes estratégias e desejáveis consequências.

KW - Retraimento

KW - Acomodação

KW - Barack Obama

KW - Potências emergentes

KW - Estratégia

M3 - Article

SP - 9

EP - 26

JO - R:I / Relações Internacionais

JF - R:I / Relações Internacionais

SN - 1645-9199

IS - 51

ER -