Representações filmadas da “Ásia portuguesa”: escassez e especificidades

Research output: Contribution to journalArticlepeer-review

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Abstract

A filmografia portuguesa relativa ao Oriente português durante o Estado Novo é escassa, tardia e projeta uma retórica simplificada luso-tropicalista, que foi atualizando o mito da importância perdida de um território, outrora vasto, mas que durante a ditadura era já pequeno, impondo-se sobretudo pelo valor simbólico subjacente à sua posse. Proponho que a escassez de filmes sobre a Índia portuguesa, Timor e Macau decorre deste valor simbólico da comunidade imaginada (e território), que se projetava mais por omissão do que através da representação imagética. No entanto, com a emergência da questão de Goa e com o início da guerra colonial, o Oriente português passa a ser filmado como decorrência de um discurso luso-orientalista que pretendia, contra as evidências, sedimentar a ideia da unidade nacional “do Minho a Timor”.
Original languagePortuguese
Pages (from-to)630-654
Number of pages24
JournalAnálise Social
Volume57
Issue number245
DOIs
Publication statusPublished - 21 Jun 2023

Keywords

  • Cinema de propaganda
  • “Oriente português"
  • Filmes coloniais
  • Estado Novo
  • Projeção nacional

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