Reflexões sobre o contributo dos instrumentos de gestão para a resiliência de áreas protegidas em Portugal

Research output: Contribution to journalArticle

Abstract

A Rede Nacional de Áreas Protegidas ocupa cerca de 8,5% do território continental. O planeamento e gestão destas áreas revela-se essencial para a sustentabilidade do território. No entanto, os sistemas a gerir são complexos e dinâmicos, sujeitos à influência de múltiplos fatores, endógenos e exógenos, que induzem mudanças imprevisíveis e não acauteladas. Neste contexto de incerteza, é evidente que a gestão das áreas protegidas deve incorporar mecanismos capazes de lidar com a instabilidade que afeta estes ecossistemas. Este artigo analisa a gestão das áreas protegidas à luz da teoria da resiliência e reflete sobre o papel dos instrumentos atualmente disponíveis, em particular dos planos de ordenamento. Também é discutida a necessidade de planos flexíveis e resilientes, capazes de manter a sua função e aderência à realidade territorial. || The Portuguese Network of Protected Areas covers 8,5% of the mainland territory. Planning and management of these areas is essential for their sustainability. However, the systems to be managed are complex and dynamic, subject to the influence of several endogenous and exogenous factors inducing unforeseen changes. In this uncertain context, it is clear that protected areas management must incorporate mechanisms to deal with the instability affecting ecosystems. This article examines protected areas management in the light of resilience theory and ponders the role of existing instruments, particularly spatial plans. It also discusses the need for flexible and resilient plans, able to maintain their function and adherence to the territorial reality.
Original languageUnknown
Pages (from-to)67-91
JournalRevista de Geografia e Ordenamento do Território
Volume3
Issue numberNA
Publication statusPublished - 1 Jan 2013

Cite this