Redes e interesses do tabaco no oceano global.

Notas de investigação (Séculos XVII e XVIII)

Research output: Book/ReportBook

Abstract

A produção/exportação de tabaco, de grande importância na economia colonial dos impérios ibéricos, teve o seu auge no séc. XVIII e foi a base da colonização inglesa em zonas do continente americano.
As principais unidades políticas europeias intrometeram-se para fazer prevalecer interesses mercantis, fiscais e aduaneiros nessa área, mas redes organizadas em torno de círculos periféricos ultramarinos criaram a sua própria dinâmica expansionista e geraram um oceano global.
Mercê do contrabando (que deve ser entendido como fenómeno social e histórico, simultaneamente inevitável, mas necessário), e do tráfico negreiro construíram-se elos entre diferentes nacionalidades e confissões (protestantes, católicos e marranos) que escapavam às malhas oficiais ou estabeleciam com elas equívocas parcerias, por intermédio de redes consulares e companhias mercantis.
Como se articulavam tais redes? quem as compunha? quais os mecanismos/artifícios usados, as dinâmicas e contaminações subjacentes? de que modo influíram e alteraram as estratégias das unidades políticas a que estavam agregadas impondo a defesa da economia privada face à conveniência pública patente nos monopólios?
Como se posicionaram, antes essa realidade, os poderes coloniais?
É no intuito de procurar resposta para estas e outras questões que se coligiram as notas de pesquisa seguintes, com vista a um futuro trabalho de maior fôlego.
Original languagePortuguese
Place of PublicationÉvora
PublisherCIDEHUS
Number of pages34
ISBN (Print)9791036531132
DOIs
Publication statusPublished - 2018

Publication series

NameBiblioteca - Estudos & Colóquios

Keywords

  • Tabaco
  • monopólio
  • Coroa Portuguesa
  • gentes mercantis e consulares
  • contrabando
  • confissões religiosas

Cite this

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Redes e interesses do tabaco no oceano global. Notas de investigação (Séculos XVII e XVIII) . / Figueiroa-Rego, Joao.

Évora : CIDEHUS, 2018. 34 p. (Biblioteca - Estudos & Colóquios).

Research output: Book/ReportBook

TY - BOOK

T1 - Redes e interesses do tabaco no oceano global.

T2 - Notas de investigação (Séculos XVII e XVIII)

AU - Figueiroa-Rego, Joao

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PY - 2018

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N2 - A produção/exportação de tabaco, de grande importância na economia colonial dos impérios ibéricos, teve o seu auge no séc. XVIII e foi a base da colonização inglesa em zonas do continente americano. As principais unidades políticas europeias intrometeram-se para fazer prevalecer interesses mercantis, fiscais e aduaneiros nessa área, mas redes organizadas em torno de círculos periféricos ultramarinos criaram a sua própria dinâmica expansionista e geraram um oceano global. Mercê do contrabando (que deve ser entendido como fenómeno social e histórico, simultaneamente inevitável, mas necessário), e do tráfico negreiro construíram-se elos entre diferentes nacionalidades e confissões (protestantes, católicos e marranos) que escapavam às malhas oficiais ou estabeleciam com elas equívocas parcerias, por intermédio de redes consulares e companhias mercantis. Como se articulavam tais redes? quem as compunha? quais os mecanismos/artifícios usados, as dinâmicas e contaminações subjacentes? de que modo influíram e alteraram as estratégias das unidades políticas a que estavam agregadas impondo a defesa da economia privada face à conveniência pública patente nos monopólios? Como se posicionaram, antes essa realidade, os poderes coloniais? É no intuito de procurar resposta para estas e outras questões que se coligiram as notas de pesquisa seguintes, com vista a um futuro trabalho de maior fôlego.

AB - A produção/exportação de tabaco, de grande importância na economia colonial dos impérios ibéricos, teve o seu auge no séc. XVIII e foi a base da colonização inglesa em zonas do continente americano. As principais unidades políticas europeias intrometeram-se para fazer prevalecer interesses mercantis, fiscais e aduaneiros nessa área, mas redes organizadas em torno de círculos periféricos ultramarinos criaram a sua própria dinâmica expansionista e geraram um oceano global. Mercê do contrabando (que deve ser entendido como fenómeno social e histórico, simultaneamente inevitável, mas necessário), e do tráfico negreiro construíram-se elos entre diferentes nacionalidades e confissões (protestantes, católicos e marranos) que escapavam às malhas oficiais ou estabeleciam com elas equívocas parcerias, por intermédio de redes consulares e companhias mercantis. Como se articulavam tais redes? quem as compunha? quais os mecanismos/artifícios usados, as dinâmicas e contaminações subjacentes? de que modo influíram e alteraram as estratégias das unidades políticas a que estavam agregadas impondo a defesa da economia privada face à conveniência pública patente nos monopólios? Como se posicionaram, antes essa realidade, os poderes coloniais? É no intuito de procurar resposta para estas e outras questões que se coligiram as notas de pesquisa seguintes, com vista a um futuro trabalho de maior fôlego.

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