Quanto tempo para aceder ao mercado de trabalho? A Inserção profissional dos diplomados portugueses no dealbar da recessão

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Abstract

Este artigo perspetiva a inserção profissional de graduados do ensino superior, estimando e analisando o intervalo temporal entre a conclusão do curso e a obtenção de um emprego. Um questionário aplicado em 2010 a uma amostra representativa dos licenciados na Universidade de Lisboa e na Universidade Nova de Lisboa revela distintos tempos de inserção, tanto no acesso a um primeiro emprego, como a um emprego ajustado ao nível e à área de formação. Os dados indicam que os desiguais ritmos de incorporação no mercado de trabalho são claramente marcados pelas diferentes áreas de formação, ao mesmo tempo que parecem ser pouco clivados pelas diferenças associadas às origens sociais (capital económico e escolar da família de origem). Neste sentido, sugere-se que pelo menos uma parte do segmento universitário público desempenhava,
no momento que antecedeu o agravamento da conjuntura económica resultante
da intensificação das políticas de austeridade, um efetivo papel de nivelamento
social, que se manifestava no momento da transição dos diplomados para o mercado de trabalho, papel que tem sido pouco enfatizado pela sociologia portuguesa.
Original languagePortuguese
Pages (from-to)231-251
JournalRevista Configurações
Issue number17
Publication statusPublished - 2016

Keywords

  • Ensino superior
  • Tempos de inserção profissional
  • Nivelação e reprodução de desigualdades

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