Populism and gender: Radical right-wing brings anti-feminism to Parliament

Carla Isabel Agostinho Martins (Editor/Coordinator), Ana Cabrera (Editor/Coordinator)

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Abstract

In the parliamentary election held on 30 January 2022 in Portugal, Chega, a populist and anti-estab-lishment party of the radical-right wing won 7.18% of the votes and 12 seats in Parliament, becoming the third major political force of the 15th Legislature. Its 12 Members of Parliament (MPs) include only one woman, Rita Matias, who is also the youngest MP in the Chamber. During the election campaign, Rita Matias presented her-self as an anti-feminist, a statement that gained public and media attention after her election into public office. In this chapter, our purpose is to understand the relevance and significance of this position within the broader framework of the connection between gender and populism and to understand the extent to which this orien-tation contributes to establishing the political-ideological project of Chega. To try to establish this relationship between gender and right-wing populism, we propose to explore two aspects that we assume are interconnec-ted: gender performance structuring the populist style and ideology. Our investigation has a twofold focus: Rita Matias Parliamentary interventions, between March 29th and September 30th; and journalistic texts, concerning her declarations, published between February 1st and September 30th, 2022. As a conclusion, we point out that the declaration of anti-feminism made during the campaign brought, both to the media and to Parliament, a new angle that had not yet been explored and embodies the populist style and radical right-wing ideology of Chega for gender’s issues.

Nas eleições legislativas portuguesas de 2022, em Portugal, o Chega, um partido da direita radical populista e antissistema, conquistou 7,18% dos votos e 12 mandatos, tornando-se a terceira maior força parlamentar da 15.ª Legislatura. Uma única mulher, Rita Matias, faz parte do grupo parlamentar e é a mais jovem deputada do hemiciclo. Durante a campanha eleitoral, Rita Matias afirmou-se como antifeminista, declaração que lhe granjeou atenção pública e mediática após a eleição. Neste capítulo o propósito é compreender a relevância
e o significado deste posicionamento no quadro mais amplo da ligação entre género e populismo e perceber em que medida esta orientação contribui para fixar o projeto político-ideológico do Chega. Para procurar estabelecer esta relação entre género e populismo de direita, propomo-nos explorar duas vertentes que pressupomos interligadas: a performance de género estruturando o estilo populista e a ideologia. A investigação tem um duplo foco: as intervenções parlamentares de Rita Matias entre 29 de março a 30 de setembro; as peças jornalísticas, publicadas entre 1 de fevereiro a 30 e setembro de 2022, centradas na figura da deputada. Como conclusão assinalamos que a declaração de antifeminismo feita durante a campanha trouxe, tanto para os media, como para o Parlamento, um novo ângulo que ainda não tinha sido explorado e dá corpo ao estilo populista e ideologia de direita radical do Chega para as questões de género.
Original languageEnglish
Title of host publicationMedia, Populism and Corruption
EditorsIsabel Ferin Cunha, Liziane Guazina, Ana Cabrera, Carla Martins
Place of PublicationLisboa
PublisherICNOVA – Instituto de Comunicação da Nova
Pages68-87
Number of pages20
ISBN (Print)978-989-9048-35-5
DOIs
Publication statusPublished - 2023

Keywords

  • Populism
  • Feminism
  • Gender
  • Parliament
  • Chega
  • Media
  • Populismo
  • Feminismo
  • Género
  • Parlamento

Fingerprint

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