Políticas de Visualidade,

Práticas Visuais e a Construção de Espaços de Imaginação

Sandra C. S. Marques, Ricardo Campos

Research output: Contribution to journalArticle

1 Downloads (Pure)

Abstract

A visualidade é, apesar de tantas vezes ignorada por parte dos cientistas sociais, uma dimensão fundamental da nossa vida e da forma como nos relacionamos com o mundo e com os outros. Quando falamos de visualidade não estamos a remeter para a capacidade fisiológica humana de percepcionar o mundo visualmente, mas antes para o facto da relação visual que estabelecemos com o mundo ser social e culturalmente construída, assente não apenas em códigos e linguagens aprendidos, mas também num conjunto de objectos, tecnologias e processos de mediação (Berger 1999, Sicard 2006). Logo, a visualidade remete não apenas para as questões da percepção, mas também para a interpretação e significação.
Original languagePortuguese
Pages (from-to)5-10
Number of pages5
JournalCadernos de Arte e Antropologia
Volume6
Issue number2
DOIs
Publication statusPublished - 2017

Cite this

@article{35d43e1a160440b2acac5b775fd42b5e,
title = "Pol{\'i}ticas de Visualidade,: Pr{\'a}ticas Visuais e a Constru{\cc}{\~a}o de Espa{\cc}os de Imagina{\cc}{\~a}o",
abstract = "A visualidade {\'e}, apesar de tantas vezes ignorada por parte dos cientistas sociais, uma dimens{\~a}o fundamental da nossa vida e da forma como nos relacionamos com o mundo e com os outros. Quando falamos de visualidade n{\~a}o estamos a remeter para a capacidade fisiol{\'o}gica humana de percepcionar o mundo visualmente, mas antes para o facto da rela{\cc}{\~a}o visual que estabelecemos com o mundo ser social e culturalmente constru{\'i}da, assente n{\~a}o apenas em c{\'o}digos e linguagens aprendidos, mas tamb{\'e}m num conjunto de objectos, tecnologias e processos de media{\cc}{\~a}o (Berger 1999, Sicard 2006). Logo, a visualidade remete n{\~a}o apenas para as quest{\~o}es da percep{\cc}{\~a}o, mas tamb{\'e}m para a interpreta{\cc}{\~a}o e significa{\cc}{\~a}o.",
author = "Marques, {Sandra C. S.} and Ricardo Campos",
note = "info:eu-repo/grantAgreement/FCT/5876/147304/PT# UID/SOC/04647/2013; IF/01592/2015",
year = "2017",
doi = "10.4000/cadernosaa.1242",
language = "Portuguese",
volume = "6",
pages = "5--10",
journal = "Cadernos de Arte e Antropologia",
issn = "2238-0361",
number = "2",

}

Políticas de Visualidade, Práticas Visuais e a Construção de Espaços de Imaginação. / Marques, Sandra C. S.; Campos, Ricardo.

In: Cadernos de Arte e Antropologia, Vol. 6, No. 2, 2017, p. 5-10.

Research output: Contribution to journalArticle

TY - JOUR

T1 - Políticas de Visualidade,

T2 - Práticas Visuais e a Construção de Espaços de Imaginação

AU - Marques, Sandra C. S.

AU - Campos, Ricardo

N1 - info:eu-repo/grantAgreement/FCT/5876/147304/PT# UID/SOC/04647/2013; IF/01592/2015

PY - 2017

Y1 - 2017

N2 - A visualidade é, apesar de tantas vezes ignorada por parte dos cientistas sociais, uma dimensão fundamental da nossa vida e da forma como nos relacionamos com o mundo e com os outros. Quando falamos de visualidade não estamos a remeter para a capacidade fisiológica humana de percepcionar o mundo visualmente, mas antes para o facto da relação visual que estabelecemos com o mundo ser social e culturalmente construída, assente não apenas em códigos e linguagens aprendidos, mas também num conjunto de objectos, tecnologias e processos de mediação (Berger 1999, Sicard 2006). Logo, a visualidade remete não apenas para as questões da percepção, mas também para a interpretação e significação.

AB - A visualidade é, apesar de tantas vezes ignorada por parte dos cientistas sociais, uma dimensão fundamental da nossa vida e da forma como nos relacionamos com o mundo e com os outros. Quando falamos de visualidade não estamos a remeter para a capacidade fisiológica humana de percepcionar o mundo visualmente, mas antes para o facto da relação visual que estabelecemos com o mundo ser social e culturalmente construída, assente não apenas em códigos e linguagens aprendidos, mas também num conjunto de objectos, tecnologias e processos de mediação (Berger 1999, Sicard 2006). Logo, a visualidade remete não apenas para as questões da percepção, mas também para a interpretação e significação.

U2 - 10.4000/cadernosaa.1242

DO - 10.4000/cadernosaa.1242

M3 - Article

VL - 6

SP - 5

EP - 10

JO - Cadernos de Arte e Antropologia

JF - Cadernos de Arte e Antropologia

SN - 2238-0361

IS - 2

ER -