Persistências da Antiguidade na ópera romântica italiana: as leituras de Bellini, Pacini e Verdi

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Abstract

A Semiramide de Rossini, estreada em Veneza em 1823, marca o final da carreira italiana deste compositor mas também o de uma época. Fixando-se em Paris, Rossini não só partiu em busca de novos modelos estéticos e ritmos de produção, como deixou espaço para a afirmação de uma geração de compositores mais jovens. Com eles, o gosto romântico afirmar-se-ia definitivamente nos palcos italianos. Os temas da Antiguidade, que haviam sido a base de toda a libretistica do séc. XVIII e ainda continuavam a interessar os espectadores do primeiro terço de oitocentos, começam a ser cada vez menos frequentes face à moda dos ambientes medievais. Embora a escrita operática dos compositores românticos italianos fosse muito condicionada pelos cantores e se baseasse num conjunto de modelos que não variavam significativamente consoante a temática de cada ópera, não deixa de ser interessante tentar perceber quais as opções tomadas por Vincenzo Bellini, Giovanni Pacini ou Giuseppe Verdi nas suas óperas ambientadas na Antiguidade: Norma (1831), Saffo (1840) e Nabucco (1842). Esta comunicação pretende discutir problemas músico-dramatúrgicos destas três óperas nas suas relações com as respectivas temáticas.
Original languagePortuguese
Pages32
Number of pages1
Publication statusPublished - Feb 2017
EventColóquio Internacional Expressões da Antiguidade na Arte e Literatura Modernas e Contemporâneas - CHAM, FCSH, Lisbon, Portugal
Duration: 23 Feb 201724 Feb 2017

Other

OtherColóquio Internacional Expressões da Antiguidade na Arte e Literatura Modernas e Contemporâneas
CountryPortugal
CityLisbon
Period23/02/1724/02/17

Keywords

  • Antiguidade
  • Verdi
  • ópera italiana
  • Bellini
  • Pacini
  • Romantismo

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