Persistência fotográfica: a força de evidência e a vitalidade do atlas

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Abstract

Tendo como pano de fundo a noção de persistência, este texto aborda quer a recorrênciade certas questões em fotografia, de uma perspectiva mais teórica ou filosófica,quer o modo como algumas imagens e alguns trabalhos com a imagem fotográfica dãoconta de peculiares persistências fotográficas, isto é, como as fotografias sobrevivem, sãoretomadas ou reconfiguradas, ganhando novos sentidos ao longo da sua existência.Nesta tensão entre uma ontologia fotográfica e o trabalho concreto com as imagens,será discutida a questão da evidência a partir das relações entre fotografia e pensamento filosófico, tomando-se como mote o trabalho fotográfico Evidence, de LarrySultan e Mike
Mandel. As perspectivas de Roland Barthes e John Tagg relativamente a esta questão serão ponderadas mediante uma aproximação ao Tratado da Evidência, de Fernando Gil, procurando-se assim dar conta da complexa fertilidade do solo natal da evidência fotográfica. Para terminar, far-se-á uma breve passagem pelo atlas, considerado numa primeira instância enquanto figura visual e de pensamento que tem encontradona fotografia um aliado de peso, considerado, de seguida, de um modo concreto,a partir de uma situação limite que aparece no Atlas de Gerhard Richter.
Original languagePortuguese
Title of host publicationFotogramas
Subtitle of host publicationEnsaios sobre a Fotografia
EditorsMargarida Medeiros
Place of PublicationLisboa
PublisherDocumenta
Pages129-140
Number of pages12
ISBN (Print)978-989-8833-01-3
Publication statusPublished - 2016

Cite this

Conceição, N. (2016). Persistência fotográfica: a força de evidência e a vitalidade do atlas. In M. Medeiros (Ed.), Fotogramas: Ensaios sobre a Fotografia (pp. 129-140). Documenta.