Perdoem a Falta de Escolha, os Dias Eram Assim

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Abstract

A passagem à clandestinidade ocorreu numa situação de excepção da vigência de um regime ditatorial. Tendo como ponto de partida o “mergulho”, propomo-nos a uma reflexão sobre de que modo é que a essa experiência é transmitida no seio da organização partidária por um lado e no seio familiar, por outro, tentando compreender os mecanismos de transmissão da memória e o que é apreendido pelas gerações seguintes já que, e tal como refere Michael Pollak, “É perfeitamente possível que, por meio da socialização política, ou da socialização histórica (…) ou de identificação com determinado passado, tão forte que podemos falar de uma memória quase herdada”.

Going underground took place in the context of a dictatorial regime. Having the so-called “mergulho” as a starting point, we proposed analyze of the modes of transmission of that particular experience both within the political organization and also in the family milieu. The key objective is to understand the process of memory transmission and how it is apprehended by the second generation,
taking into account Michael Pollock’s idea of memories that are almost inherit.
Original languagePortuguese
Pages (from-to)419-432
Number of pages14
JournalTrabalhos de Antropologia e Etnologia
Issue number60
Publication statusPublished - 2020

Keywords

  • Pós-memória.
  • Clandestinidade
  • Memória
  • Clandestinity
  • Memory
  • Postmemory

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