Abstract
O ensaio investiga a relação entre o ouroboros, imagem alquímica, e a poesia de Herberto Helder, em Cobra (1977), destacando a influência da percepção do mundo e das conexões filosóficas interartísticas. Primeiramente, far-se-á uso de estudos alquímicos para entender o ouroboros, como transmutação, conjugação de opostos, prima materia e pedra filosofal, gesto aufecundador, autofágico e autopoiético. Em seguida, persegue-se o rasto do ouroboros no texto de Helder, indagando como essa imagem opera a linguagem poética e como esta expande a significação da figura ourobórica. A intersecção entre poesia, imagem e alquimia explora como o texto organiza elementos linguísticos e visuais de força transformadora, reunindo matérias tão diversas. O ensaio conclui que a escrita é fértil na associação com imagens alquímicas, criando uma nova textura de significado, promovendo uma reflexão sobre a natureza da criação artística e filosófica, enfatizando a constante transmutação da matéria e a interconexão entre diferentes formas de expressão
| Original language | Portuguese |
|---|---|
| Pages (from-to) | 134–154 |
| Number of pages | 21 |
| Journal | revista FronteiraZ |
| Volume | 32 |
| DOIs | |
| Publication status | Published - 2024 |
Keywords
- Alquimia
- Heberto Helder
- Cobra
- Metáfora
- Matamorfose
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