Abstract
No contexto da produção internacional de um cinema político, engagé, Sarah Maldoror criou e manteve -- desde Monangambé a Sambizanga, sobre a luta anticolonial em Angola, passando por Des fusils pour Banta, filmado entre os guerrilheiros da Guiné-Bissau -- uma prática singular. Compôs um cinema político, servido por um olhar esteticamente cuidado, e em que, através de elementos ficcionais -- e não através das opções documentais e do recurso ao cinema direto então característicos do cinema militante --, a ação não é tão central quanto a composição psicológica das personagens. Não obstante a qualidade estética dos seus filmes e a densidade psicológica das suas personagens, críticas e tentativas de controlar as opções criativas marcaram fortemente o início da obra cinematográfica daquela que é considerada a primeira realizadora africana, mas que continua sem ter reconhecimento idêntico ao dos seus pares masculinos.
| Original language | Portuguese |
|---|---|
| Title of host publication | CineGrafias angolanas |
| Subtitle of host publication | memórias e reflexões |
| Editors | C. T. Secco, A. P. Tavares, A. M. Leite, J. O. Van-Dúnem |
| Place of Publication | São Paulo |
| Publisher | Kapulana |
| Pages | 73-82 |
| Number of pages | 9 |
| ISBN (Print) | 978-65-87231-18-1 |
| Publication status | Published - 2022 |
Keywords
- Cinema político
- Sarah Maldoror
- Luandino Vieira
- Cinema africano
- Lutas de Libertação
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