Abstract
Seguindo o exemplo histórico-literário parisiense do seu tempo, Júlio de Castilho transformou radicalmente o panorama da já longa história escrita de Lisboa com a publicação do primeiro volume da sua obra seminal, Lisboa Antiga (1879). A pequena, mas entusiástica geração de seguidores que depois dele se formou, rapidamente encarou os novos contributos neste campo como algo distinto das abordagens pré-castilhianas, numa relação semi-autónoma com esse passado
que levou à criação de um novo termo, Olisipografia, cujo conceito nunca foi cabalmente definido. Partindo da sua formação etimológica, o presente estudo tem como objetivo refletir sobre o desenvolvimento e aplicabilidade do conceito de Olisipografia e, com isso, analisar criticamente a forma como esta tem sido encarada, compreendida e mesmo aproveitada até à atualidade.
Drawing on the historical literature example set by Paris of his time, Júlio de Castilho reshaped the perspective of Lisbon’s written history by publishing the first volume of his magnum opus, Lisboa Antiga (1879). A small but enthusiastic group of followers emerged in his wake and quickly developed a semi-autonomous relationship with the pre-castilian past, ultimately coining the term Olisipography (Lisbon Studies), whose concept never has been fully defined. Building on its etymological roots, this study aims to examine the development and evolving applicability of the concept of Olisipography over the past decades. In doing so, it will critically assess how Olisipography has evolved and been perceived up to the present day.
que levou à criação de um novo termo, Olisipografia, cujo conceito nunca foi cabalmente definido. Partindo da sua formação etimológica, o presente estudo tem como objetivo refletir sobre o desenvolvimento e aplicabilidade do conceito de Olisipografia e, com isso, analisar criticamente a forma como esta tem sido encarada, compreendida e mesmo aproveitada até à atualidade.
Drawing on the historical literature example set by Paris of his time, Júlio de Castilho reshaped the perspective of Lisbon’s written history by publishing the first volume of his magnum opus, Lisboa Antiga (1879). A small but enthusiastic group of followers emerged in his wake and quickly developed a semi-autonomous relationship with the pre-castilian past, ultimately coining the term Olisipography (Lisbon Studies), whose concept never has been fully defined. Building on its etymological roots, this study aims to examine the development and evolving applicability of the concept of Olisipography over the past decades. In doing so, it will critically assess how Olisipography has evolved and been perceived up to the present day.
| Translated title of the contribution | Reframing the concept of Olisipography (Lisbon Studies) |
|---|---|
| Original language | Portuguese |
| Title of host publication | Historiografia das Cidades |
| Place of Publication | Lisboa |
| Publisher | Câmara Municipal de Lisboa | Instituto de História da Arte (IHA) - NOVA FCSH |
| Pages | 178-211 |
| Number of pages | 34 |
| Volume | 1 |
| ISBN (Electronic) | 978-989-35191-5-8 |
| Publication status | Published - Jun 2025 |
Keywords
- Olisipografia
- História
- Lisboa (Portugal)
- Conceito
- Olisipography (Lisbon Studies)
- History
- Lisbon
- Concept
Fingerprint
Dive into the research topics of 'Reframing the concept of Olisipography (Lisbon Studies): Em torno de um conceito'. Together they form a unique fingerprint.Cite this
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