Objectos do quotidiano num poço do Hospital Real de Todos-os-Santos

Research output: Contribution to conferencePaper

Abstract

Durante a intervenção arqueológica urbana ocorrida da Praça da Figueira entre 1999 e 2001, entre outros achados, foi identificada uma parte significativa do Hospital Real de Todos-os-Santos, mandado construir em 1492 por D. João II. Este edifício emblemático da Lisboa Quinhentista tinha uma planta quadrangular organizada em torno de quatro pátios definidos por um corpo central cruciforme, nos braços do qual estavam a igreja do Hospital e as três enfermarias principais dedicadas a São Cosme, São Vicente e Santa Clara.Embora danificado por um incêndio em 1750 e pelo terramoto em 1755, o Hospital permaneceu em funcionamento até 1775, ano em que foi transferido para o Colégio de Santo Antão-o-Novo (actual Hospital de São José). O edifício do Hospital foi posteriormente demolido no âmbito reconstrução da Baixa Pombalina.No claustro sudoeste foi identificado um poço, no interior do qual foram recuperados diversos vestígios materiais. Além dos objectos em vidro (publicados anteriormente) e das cerâmicas foram recolhidos ainda artefactos pétreos, metálicos, em osso e em cabedal. O presente artigo analisa os quatro últimos.

When the urban archaeological intervention at Praça da Figueira occurred between 1999 and 2001, a significant part of the Hospital Real de Todos-os-Santos was identified among other findings.The emblematic building of 16th century Lisbon had a square plan organized around four courtyards defined by a cruciform central body. Within the arms were the Hospital’s church and the three main infirmaries dedicated to São Cosme, São Vicente and Santa Clara.Although damaged by a fire in 1750 and the earthquake in 1755, the Hospital remained in operation until 1775, when it was transfered to Colégio de Santo Antão-o-Novo (Hospital de São José in these days). The Hospital building was later demolished as part of the Baixa reconstruction plan.Several archaeological remains have been recovered in a well discovered in the southwest courtyard. In addition to the glass objects (previously published) and the usual ceramics, artifacts made in stone, metal, animal bone and leather were also collected. This article analyzes the four latters.
Original languagePortuguese
Pages354-371
Number of pages17
Publication statusPublished - 2015
EventI Encontro de Arqueologia de Lisboa: Uma cidade em escavação - Teatro Aberto, Lisboa, Portugal
Duration: 26 Nov 201527 Nov 2015

Conference

ConferenceI Encontro de Arqueologia de Lisboa
CountryPortugal
CityLisboa
Period26/11/1527/11/15

Keywords

  • Hospital Real de Todos-os-Santos
  • Poço
  • Objectos do quotidiano
  • Metais

Cite this

Boavida, C. (2015). Objectos do quotidiano num poço do Hospital Real de Todos-os-Santos. 354-371. Paper presented at I Encontro de Arqueologia de Lisboa, Lisboa, Portugal.
Boavida, Carlos. / Objectos do quotidiano num poço do Hospital Real de Todos-os-Santos. Paper presented at I Encontro de Arqueologia de Lisboa, Lisboa, Portugal.17 p.
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Boavida, C 2015, 'Objectos do quotidiano num poço do Hospital Real de Todos-os-Santos' Paper presented at I Encontro de Arqueologia de Lisboa, Lisboa, Portugal, 26/11/15 - 27/11/15, pp. 354-371.

Objectos do quotidiano num poço do Hospital Real de Todos-os-Santos. / Boavida, Carlos.

2015. 354-371 Paper presented at I Encontro de Arqueologia de Lisboa, Lisboa, Portugal.

Research output: Contribution to conferencePaper

TY - CONF

T1 - Objectos do quotidiano num poço do Hospital Real de Todos-os-Santos

AU - Boavida, Carlos

PY - 2015

Y1 - 2015

N2 - Durante a intervenção arqueológica urbana ocorrida da Praça da Figueira entre 1999 e 2001, entre outros achados, foi identificada uma parte significativa do Hospital Real de Todos-os-Santos, mandado construir em 1492 por D. João II. Este edifício emblemático da Lisboa Quinhentista tinha uma planta quadrangular organizada em torno de quatro pátios definidos por um corpo central cruciforme, nos braços do qual estavam a igreja do Hospital e as três enfermarias principais dedicadas a São Cosme, São Vicente e Santa Clara.Embora danificado por um incêndio em 1750 e pelo terramoto em 1755, o Hospital permaneceu em funcionamento até 1775, ano em que foi transferido para o Colégio de Santo Antão-o-Novo (actual Hospital de São José). O edifício do Hospital foi posteriormente demolido no âmbito reconstrução da Baixa Pombalina.No claustro sudoeste foi identificado um poço, no interior do qual foram recuperados diversos vestígios materiais. Além dos objectos em vidro (publicados anteriormente) e das cerâmicas foram recolhidos ainda artefactos pétreos, metálicos, em osso e em cabedal. O presente artigo analisa os quatro últimos.When the urban archaeological intervention at Praça da Figueira occurred between 1999 and 2001, a significant part of the Hospital Real de Todos-os-Santos was identified among other findings.The emblematic building of 16th century Lisbon had a square plan organized around four courtyards defined by a cruciform central body. Within the arms were the Hospital’s church and the three main infirmaries dedicated to São Cosme, São Vicente and Santa Clara.Although damaged by a fire in 1750 and the earthquake in 1755, the Hospital remained in operation until 1775, when it was transfered to Colégio de Santo Antão-o-Novo (Hospital de São José in these days). The Hospital building was later demolished as part of the Baixa reconstruction plan.Several archaeological remains have been recovered in a well discovered in the southwest courtyard. In addition to the glass objects (previously published) and the usual ceramics, artifacts made in stone, metal, animal bone and leather were also collected. This article analyzes the four latters.

AB - Durante a intervenção arqueológica urbana ocorrida da Praça da Figueira entre 1999 e 2001, entre outros achados, foi identificada uma parte significativa do Hospital Real de Todos-os-Santos, mandado construir em 1492 por D. João II. Este edifício emblemático da Lisboa Quinhentista tinha uma planta quadrangular organizada em torno de quatro pátios definidos por um corpo central cruciforme, nos braços do qual estavam a igreja do Hospital e as três enfermarias principais dedicadas a São Cosme, São Vicente e Santa Clara.Embora danificado por um incêndio em 1750 e pelo terramoto em 1755, o Hospital permaneceu em funcionamento até 1775, ano em que foi transferido para o Colégio de Santo Antão-o-Novo (actual Hospital de São José). O edifício do Hospital foi posteriormente demolido no âmbito reconstrução da Baixa Pombalina.No claustro sudoeste foi identificado um poço, no interior do qual foram recuperados diversos vestígios materiais. Além dos objectos em vidro (publicados anteriormente) e das cerâmicas foram recolhidos ainda artefactos pétreos, metálicos, em osso e em cabedal. O presente artigo analisa os quatro últimos.When the urban archaeological intervention at Praça da Figueira occurred between 1999 and 2001, a significant part of the Hospital Real de Todos-os-Santos was identified among other findings.The emblematic building of 16th century Lisbon had a square plan organized around four courtyards defined by a cruciform central body. Within the arms were the Hospital’s church and the three main infirmaries dedicated to São Cosme, São Vicente and Santa Clara.Although damaged by a fire in 1750 and the earthquake in 1755, the Hospital remained in operation until 1775, when it was transfered to Colégio de Santo Antão-o-Novo (Hospital de São José in these days). The Hospital building was later demolished as part of the Baixa reconstruction plan.Several archaeological remains have been recovered in a well discovered in the southwest courtyard. In addition to the glass objects (previously published) and the usual ceramics, artifacts made in stone, metal, animal bone and leather were also collected. This article analyzes the four latters.

KW - Hospital Real de Todos-os-Santos

KW - Poço

KW - Objectos do quotidiano

KW - Metais

M3 - Paper

SP - 354

EP - 371

ER -

Boavida C. Objectos do quotidiano num poço do Hospital Real de Todos-os-Santos. 2015. Paper presented at I Encontro de Arqueologia de Lisboa, Lisboa, Portugal.