O plano, o contraplano e o ‘plano sem plano’

imagens ocidentais e Mbya Guarani das ruínas de São Miguel

Research output: Contribution to journalArticle

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Abstract

O artigo analisa as inúmeras produções imagéticas sobre as Missões Jesuítico-Guarani, com especial destaque para as ruínas de São Miguel (RS). Em primeiro lugar, examino como aquelas estruturas foram construídas, inclusive através de processos patrimoniais, enquanto “plano”, isto é, como visualidade do poder colonial no sentido de fomentar imagens positivas do Estado-Nação e, atualmente, de uma sociedade multicultural. Num segundo momento, exploro a realização de filmes por Mbya Guarani sobre as Missões e a sua história e cultura enquanto “contraplano” àquela produção de imagens. Por fim, defendo que, para este povo, as categorias cinema e património encontram ressonâncias produtivas nos modos de ser e conhecer o cosmo e que, por isso, estão para além de uma “guerra de imagens”, constituindo um “plano sem plano”.
Original languagePortuguese
Pages (from-to)135-168
Number of pages33
JournalIluminuras
Volume19
Issue number46
DOIs
Publication statusPublished - 2018

Keywords

  • Visualidade
  • Cinema indígena
  • Património
  • Missões Jesuítico-Guarani
  • Mbya Guarani

Cite this

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O plano, o contraplano e o ‘plano sem plano’ : imagens ocidentais e Mbya Guarani das ruínas de São Miguel. / Lacerda, Rodrigo.

In: Iluminuras, Vol. 19, No. 46, 2018, p. 135-168.

Research output: Contribution to journalArticle

TY - JOUR

T1 - O plano, o contraplano e o ‘plano sem plano’

T2 - imagens ocidentais e Mbya Guarani das ruínas de São Miguel

AU - Lacerda, Rodrigo

N1 - info:eu-repo/grantAgreement/FCT/5876/147310/PT# UID/ANT/04038/2013

PY - 2018

Y1 - 2018

N2 - O artigo analisa as inúmeras produções imagéticas sobre as Missões Jesuítico-Guarani, com especial destaque para as ruínas de São Miguel (RS). Em primeiro lugar, examino como aquelas estruturas foram construídas, inclusive através de processos patrimoniais, enquanto “plano”, isto é, como visualidade do poder colonial no sentido de fomentar imagens positivas do Estado-Nação e, atualmente, de uma sociedade multicultural. Num segundo momento, exploro a realização de filmes por Mbya Guarani sobre as Missões e a sua história e cultura enquanto “contraplano” àquela produção de imagens. Por fim, defendo que, para este povo, as categorias cinema e património encontram ressonâncias produtivas nos modos de ser e conhecer o cosmo e que, por isso, estão para além de uma “guerra de imagens”, constituindo um “plano sem plano”.

AB - O artigo analisa as inúmeras produções imagéticas sobre as Missões Jesuítico-Guarani, com especial destaque para as ruínas de São Miguel (RS). Em primeiro lugar, examino como aquelas estruturas foram construídas, inclusive através de processos patrimoniais, enquanto “plano”, isto é, como visualidade do poder colonial no sentido de fomentar imagens positivas do Estado-Nação e, atualmente, de uma sociedade multicultural. Num segundo momento, exploro a realização de filmes por Mbya Guarani sobre as Missões e a sua história e cultura enquanto “contraplano” àquela produção de imagens. Por fim, defendo que, para este povo, as categorias cinema e património encontram ressonâncias produtivas nos modos de ser e conhecer o cosmo e que, por isso, estão para além de uma “guerra de imagens”, constituindo um “plano sem plano”.

KW - Visualidade

KW - Cinema indígena

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KW - Missões Jesuítico-Guarani

KW - Mbya Guarani

U2 - 10.22456/1984-1191.85245

DO - 10.22456/1984-1191.85245

M3 - Article

VL - 19

SP - 135

EP - 168

JO - Iluminuras

JF - Iluminuras

SN - 1984-1191

IS - 46

ER -