Modernidade e Medievalidade: a Mulher de Bath e a representação da relação conjugal

Research output: Contribution to journalArticle

Abstract

No manual recentemente publicado por Luísa Leal de Faria e que cremos constituir desde já um precioso auxiliar dos anglistas portugueses, a autora alude ao debate em torno da avaliação e/ou classificação do momento contemporâneo por parte dos pensadores e analistas da cultura como de “pós-modernidade” ou mera reorientação ou redefinição da “modernidade” (Faria 1996: 28-30 e 597-614). Já mais consensual é, segundo a autora, a designação de early modern aposta ao período que decorre entre finais do século XV e meados do século XVIII (ibidem: 30), correspondendo sensivelmente àquilo que o antigo curso liceal designava de “Idade Moderna” e fazia compreender entre 1453 e 1789. A natureza precária, porque instrumental e aproximativa, das questões de datação e taxonomia de épocas, movimentos e tendências é, porém, simultaneamente ilustrada, agravada e relativizada pela frequência com que traços, características ou atributos conotáveis com essa fluída modernidade são detectados em autores, obras, factos, fenómenos e até períodos cronologicamente exteriores a essas balizas temporais; tal é, por exemplo, o caso de Geoffrey Chaucer (c.1340-1400), tantas vezes registado nas conservatórias literárias como o “pai da moderna literatura inglesa.
Original languagePortuguese
Pages (from-to)211-226
Number of pages17
JournalAnglo-Saxónica
Issue number8.9
Publication statusPublished - 1998

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