Materializar o intangível: a documentação da obra Luís Vaz 73 (1975), de Ernesto de Sousa e Jorge Peixinho

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Abstract

Refletindo sobre a problemática da conservação da arte contemporânea, este artigo discute o processo de documentação de “Luís Vaz 73” (1975), uma obra concebida pelo artista plástico Ernesto de Sousa (1921-1988) e pelo compositor, pianista e maestro, Jorge Peixinho (1940-1995). O processo de documentação consistiu em quatro passos: identificação do problema de conservação que contextualiza o processo de documentação; recolha de documentação publicada e não publicada; produção de documentação, incluindo a realização de entrevistas; e sistematização e avaliação, que organiza a informação e expõe as falhas do próprio processo. Esta metodologia de documentação abre uma perspetiva que assenta na relação entre a produção de documentação e a sua aplicação na (re-)apresentação da obra, procurando uma abordagem reflexiva que identifica os desafios de cada passo deste processo, e informando futuras gerações sobre a conservação da obra.
Original languagePortuguese
Pages (from-to)13-22
Number of pages10
JournalConservar Património
Volume27
DOIs
Publication statusPublished - 2018

Keywords

  • Documentação
  • Intangível
  • Colaboração
  • Arte da performance
  • Conservador-restaurador

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