As revistas durante a Monarquia (1761-1910)

Translated title of the contribution: Magazines during the Monarchy (1761-1910)

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Abstract

As revistas distinguiram-se dos jornais, na origem, pelo seu carácter reflexivo e interpretativo e pela profundidade, ou, inversamente, pela leveza com que “passavam em revista”, ecleticamente, assuntos científicos, filosóficos e literários, entre outros, incluindo mundanidades e moda, beneficiando do ambiente iluminista, do enciclopedismo e do consequente apelo ao cultivo da razão. Em vez das pequenas notícias, que constituíam a maioria dos conteúdos dos primeiros jornais, as revistas continham, habitualmente, artigos mais ou menos extensos, ensaios e críticas, além de conteúdos de entretenimento e de satisfação da curiosidade. Na Europa, existiram publicações que podem ser consideradas revistas desde meados do século XVII. Em Portugal, porém, as revistas surgiram, somente, em meados do século XVIII, com títulos como a Gazeta Literária, de 1761-1762, e o Jornal Enciclopédico, de 1779. A partir daí, circularam sempre, no país, publicações que se podem considerar revistas. Neste capítulo, inventariam-se, revista a revista, cronologicamente, algumas, quiçá a maioria, dessas publicações, procurando dar-se corpo a uma narrativa histórica sustentada pelos vestígios do passado que perduraram até ao presente. Limitou-se, temporalmente, este capítulo ao período da Monarquia, para respeitar, ge- nericamente, a abordagem determinada pelo projeto “Para uma história do jornalismo em Portugal”, no âmbito do qual a pesquisa foi realizada. Norteiam este capítulo preocupações de estabelecimento de uma periodização das revistas em Portugal durante o período monárquico. Sustenta-se que podem ser identificados três gerações na história dessas publicações: uma primeira geração em que dominaram as revistas enciclopédicas; uma segunda geração em que dominaram as revistas híbridas, que começaram a acolher informações de atualidade e apresentavam conteúdos que se afastavam da organização do conhecimento proposta pelo enciclopedismo; e uma terceira geração de revistas ilustradas de informação geral, centradas na atualidade, antepassadas diretas das newsmagazines. É de destacar que as revistas foram as primeiras publicações — também em Portugal — a acolher a informação visual como parte da sua matriz textual informativa, primeiro sob a forma de gravura, depois sob a forma de fotografia. A iconografia converteu-se, assim, numa das suas marcas identitárias.

Magazines were originally distinguished from newspapers by their reflective and interpretive character and by the depth, or conversely, the lightness with which they “reviewed”, eclectically, scientific, philosophical, and literary subjects, among others, including mundanities and fashion, benefiting from the enlightenment environment, encyclopedism, and the consequent appeal to the cultivation of reason. Instead of the short news
items that made up most of the content of the first newspapers, magazines usually contained more or less extensive articles, essays, and reviews, as well as entertainment and curiosity-pleasing content. In Europe, there were publications that can be considered magazines since the middle of the 17th century. In Portugal, however, magazines appeared only in the middle of the 18th century, with titles such as Gazeta Literária, from 1761-1762,
and Jornal Enciclopédico, from 1779. From then on, publications that can be considered magazines have always circulated in the country. In this chapter, some, perhaps most, of these publications are listed chronologically, magazine by magazine, in an attempt to create a historical narrative supported by the vestiges of the past
that have lasted until the present. This chapter is temporally limited to the period of the Monarchy, in order to generally respect the approach determined within the scope of the project Para uma história do jornalismo em Portugal, under which the research was conducted. This chapter is guided by the concerns of establishing a periodization of the magazines in Portugal during the monarchical period. It is argued that three generations can be
identified in the history of these publications: a first generation in which encyclopedic magazines dominated; a second generation in which hybrid magazines dominated, which began to receive current affairs information and presented contents that departed from the organization of knowledge proposed by encyclopedism; and a third generation of illustrated general information magazines, focused on current affairs, direct ancestors of
newsmagazines. It is noteworthy that magazines were the first publications — also in Portugal — to welcome visual information as part of their informative textual matrix, first in the form of engraving, then in the form of photography. Illustration, thus, became one of their identifying marks.
Translated title of the contributionMagazines during the Monarchy (1761-1910)
Original languagePortuguese
Title of host publicationPara uma história das revistas de informação geral em Portugal
EditorsCarla Rodrigues Cardoso, Celiana Azevedo, Jorge Pedro Sousa
PublisherICNOVA – Instituto de Comunicação da Nova
Chapter1
Pages10-160
Number of pages151
ISBN (Electronic)978-989-9048-27-0
ISBN (Print)978-989-9048-26-3
DOIs
Publication statusPublished - 2022

Publication series

NameLivros ICNOVA

Keywords

  • História da imprensa
  • História das revistas
  • Portugal
  • Monarquia
  • History of the Press
  • History of magazines
  • Monarchy

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