Terapêutica com hidroclorotiazida e risco de cancro cutâneo não melanoma: revisão da literatura

Translated title of the contribution: Hydrochlorothiazide treatment and risk of non‐melanoma skin cancer: review of the literature

Pedro Miguel Garrido, João Borges‐Costa

Research output: Contribution to journalReview article

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Abstract

O cancro cutâneo não melanoma é a neoplasia mais prevalente na população caucasiana e a sua incidência está a crescer. Nos últimos anos, um conjunto de estudos sugeriu que a terapêutica anti-hipertensora poderá aumentar o risco destes tumores, salientando-se a hidroclorotiazida, pelas suas propriedades fotossensibilizadoras. A crescente evidência disponível levou a Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde) a realizar um alerta dirigido aos profissionais de saúde para o risco de cancro cutâneo não melanoma com a exposição dos doentes a doses cumulativas deste fármaco. Contudo, os resultados dos estudos têm-se revelado heterogéneos e, por vezes, contraditórios. A elevada incidência de cancro cutâneo não melanoma e o grande número de indivíduos a cumprir terapêutica crónica com hidroclorotiazida poderão ter importantes repercussões em termos de saúde pública. Neste artigo, os autores propuseram-se a reunir e analisar a evidência científica disponível, tendo concluído uma possível associação entre a toma de hidroclorotiazida e o risco de cancro cutâneo não melanoma, não esquecendo, no entanto, algumas limitações dos trabalhos existentes na literatura. O reforço de medidas educacionais para a adoção de estratégias preventivas face à exposição solar, a monitorização regular da pele e avaliação individual do benefício da terapêutica com hidroclorotiazida são importantes, em particular na presença de antecedentes pessoais de tumores de pele.

Non‐melanoma skin cancer is the most prevalent malignancy in fair‐skinned people and its incidence is increasing. Recently, studies have suggested that antihypertensive drugs may increase the risk of these tumors, particularly hydrochlorothiazide, due to its photosensitizing properties. The Portuguese National Authority for Medicines and Health Products, INFARMED, has issued an alert to healthcare professionals concerning the increased risk of non‐melanoma skin cancer in patients exposed to cumulative doses of this drug. However, study results have been heterogeneous and sometimes conflicting. The high incidence of non‐melanoma skin cancer and the large number of patients under chronic hydrochlorothiazide therapy may thus have important public health consequences. In this article, the authors review the published evidence and conclude that there may be an association between hydrochlorothiazide use and the risk of non‐melanoma skin cancer, but also point out some limitations of the studies in the literature. It is important to promote preventive strategies against sun exposure, regular skin examinations, and individual assessment of the benefits of hydrochlorothiazide use, particularly in patients with previous skin cancer.

Translated title of the contributionHydrochlorothiazide treatment and risk of non‐melanoma skin cancer: review of the literature
Original languagePortuguese
Pages (from-to)163-170
Number of pages8
JournalRevista Portuguesa de Cardiologia
VolumeVol. 39
Issue numbern.º 3
DOIs
Publication statusPublished - Mar 2020

Keywords

  • Carcinoma, célula basal
  • Carcinoma, célula escamosa
  • Hidroclorotiazida
  • Hipertensão arterial
  • Neoplasias cutâneas
  • Carcinoma, basal cell
  • Carcinoma, squamous cell
  • Hydrochlorothiazide
  • Hypertension
  • Skin neoplasms

UN Sustainable Development Goals (SDGs)

  • SDG 3 - Good Health and Well-Being

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