Feminismo, poder e representações mediáticas ao longo dos 40 anos da democracia portuguesa

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Abstract

Em Portugal, o período pós-revolucionário, não originou alterações nas
questões da igualdade entre homens e mulheres. Contudo, nos últimos 40 anos, houve duas questões centrais para a igualdade de género, debatidas no Parlamento: a paridade e a legalização do aborto. Em 1975 a política era profundamente masculina e os homens ocupavam o centro das decisões em todas as esferas da sociedade. Quarenta anos depois, a representação das mulheres na Assembleia da República passou 7,6% para 40% em 2019, graças à aprovação da Lei da Paridade em 2006.
Também a luta pela despenalização do aborto se arrastou desde 1974 a 2007, altura em o segundo referendo foi aprovado. Este consistiu num processo longo e muito polarizado, com confronto de posições antagónicas, dentro e fora do Parlamento. Neste percurso intervieram, partidos políticos, ONGs e diversas organizações de mulheres.
Neste artigo analisaremos as dinâmicas sociais e políticas que propiciaram aquelas mudanças, destacaremos as lutas em que as mulheres se envolveram, e examinaremos as alterações na cobertura mediática para as questões de género, a partir de dois casos centrais: a Paridade e a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG). Verificamos que foram os debates sobre estes assuntos que mais envolveram as mulheres, e que mais contribuíram para a tomada de consciência da sua situação face à sociedade patriarcal, abrindo portas à sua emancipação e empoderamento.
Original languagePortuguese
Pages (from-to)179-203
Number of pages25
JournalRevista Internacional de Historia de la Comunicación
Issue number16
DOIs
Publication statusPublished - 2021

Keywords

  • Cobertura Jornalística
  • Igualdade de Género
  • Paridade Política
  • Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG)

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