Exploração de dados geográficos voluntários na avaliação da atractividade turística e recreativa do território

Estudo comparado entre a região de Lisboa e do Sudoeste Alentejano

Research output: Chapter in Book/Report/Conference proceedingConference contribution

1 Downloads (Pure)

Abstract

Na última década, tirando partido das características da Web2.0 e da disseminação de antenas de GPS em equipamentos pessoais, foram crescendo as plataformas de partilha de informação de carácter geográfico o que levou à criação de um novo tipo de dados – a informação geográfica voluntária (Goodchild, 2007). Estes dados, ainda que espalhados por várias plataformas e de acordo com as modas e as preferências dos utilizadores, levaram vários autores a explorar sua a utilidade para a compreensão de usos turísticos e recreativos em áreas protegidas tendo-se revelado bons indicadores da espacialização e intensidade de utilização. Este trabalho explora possibilidade de avaliar a capacidade de atracção de produtos turísticos e recreativos devidamente estruturados a partir de dados recolhidos em plataformas de partilha on-line tendo em conta os países de origem desses utilizadores comparando a área metropolitana de Lisboa com o território da Rota Vicentina no Sudoeste de Portugal. Apesar da grande diferença no número de percursos encontrados no GPSies.com (uma das plataformas mais antigas de partilha de percursos de GPS) a percentagem de utilizadores estrangeiros para o território da Rota Vicentina é quase o dobro da dos utilizadores da região de Lisboa (com 18,97% v.s. 10,33%), contribuindo com 13,34% v.s. 2,90% para o número total de percursos encontrados (3680 para o Sudoeste e 25505 para a região de Lisboa). Nota-se ainda a partir destes dados uma procura de usos turísticos e recreativos sobretudo por parte dos utilizadores estrangeiros nos períodos mais amenos (Primavera e Outono) revelando a mais valia destes produtos no combate à sazonalidade turística. Apesar das limitações deste tipo de análises inerentes à própria natureza da informação geográfica voluntária, pode concluir-se que produtos recreativos devidamente estruturados (como é o caso da Rota Vicentina) contribuem para a atractividade turística de territórios periféricos concorrendo para o seu próprio desenvolvimento.
Original languagePortuguese
Title of host publicationLivro de Atas do XVI Colóquio Ibérico de Sociologia
Subtitle of host publicationPenínsula Ibérica no mundo: problemas e desafios para uma intervenção ativa da Geografia
EditorsJosé Fernandes, Jorge Olcina, Maria Lucinda Fonseca, Eduarda Marques da Costa, Ricardo Garcia, Carlos Freitas
Place of PublicationLisboa
PublisherCentro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa
Pages835-843
Number of pages8
ISBN (Print)978-972-636-275-3
Publication statusPublished - 2018
Event
XVI Colóquio Ibérico de Geografia
- Lisboa, Portugal
Duration: 5 Nov 20187 Nov 2018

Conference

Conference
XVI Colóquio Ibérico de Geografia
CountryPortugal
CityLisboa
Period5/11/187/11/18

Keywords

  • Informação geográfica voluntária
  • Usos recreativos
  • Turismo

Cite this

Nogueira Mendes, R. M., Santos, T., Julião, R. P. S. P. M., & Silva, C. P. D. (2018). Exploração de dados geográficos voluntários na avaliação da atractividade turística e recreativa do território: Estudo comparado entre a região de Lisboa e do Sudoeste Alentejano. In J. Fernandes, J. Olcina, M. L. Fonseca, E. Marques da Costa, R. Garcia, & C. Freitas (Eds.), Livro de Atas do XVI Colóquio Ibérico de Sociologia: Península Ibérica no mundo: problemas e desafios para uma intervenção ativa da Geografia (pp. 835-843). [ID815] Lisboa: Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa.