“E sejam pessoas honestas … com honestidade pedindo”: os mamposteiros das ilhas

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Abstract

O cargo de mamposteiro-mor dos cativos foi criado com o fim de superintender a arrecadação de bens e valores resultantes de esmolas, penas, resíduos ou legados testamentários, destinados ao resgate dos cristãos cativos no Norte de África.
Inicialmente, a recolha foi realizada pelos religiosos da Ordem da Santíssima Trindade, que estavam responsáveis pela organização dos resgates, primeiro em terras da Península Ibérica e após a conquista de Ceuta, nas praças norte africanas. Com a criação do Tribunal da Redenção dos Cativos por D. Afonso V, em meados do século XV, passou a ser um ofício de nomeação régia, e no século seguinte a estar subordinado à Provedoria-mor dos Cativos na Mesa de Consciência e Ordens. A Provedoria recebia os fundos angariados nas comarcas do reino, ilhas atlânticas, Brasil e Índia, através das mampostarias, para onde confluíam os rendimentos que os monarcas foram irecionando para resgate de cativos. O dinheiro arrecadado era remetido para o Cofre Geral da Redenção dos Cativos, em Lisboa, para ser utilizado nos resgates efectuados pelos religiosos trinitários.
Nesta comunicação pretendemos destacar o papel das mampostarias dos arquipélagos atlânticos dos Açores e da Madeira, o modo como se relacionavam com a Provedoria dos Cativos da Mesa da Consciência e Ordens, e contribuíam para a obra tão nobre e pia de resgatar cativos cristãos.
Original languagePortuguese
Pages37-38
Number of pages2
Publication statusPublished - Oct 2019
EventIlhas do Mar Oceano: formas de governança em espaço de fronteira - Casa dos Açores, Lisboa, Portugal
Duration: 14 Oct 201918 Oct 2019
http://ilhasdomaroceano.mozello.com/

Conference

ConferenceIlhas do Mar Oceano
CountryPortugal
CityLisboa
Period14/10/1918/10/19
Internet address

Keywords

  • Mamposteiro
  • Resgate de cativos
  • Mesa da Consciência e Ordens
  • Açores
  • Madeira

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