Doçaria Açoriana: da história que os gestos contam

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Abstract

Em cada uma das ilhas dos Açores, alguns doces, feitos, sobretudo, para celebrar momentos festivos, ganharam relevância e tornaram-se identitários da própria ilha. O hábito alimentar excepcional, ligado a um ritual, mantém-se ainda ancorado pelo seu valor simbólico e afectivo. Contudo, dadas as características das ilhas, como lugares de emigração, tanto para o Canadá e Estados Unidos, como para o continente português e, consequentemente, lugares de regresso, ou de ida e volta, estes doces passaram a ter procura permanente e a fazer parte do mercado da saudade. Hoje, encontram-se à venda, mesmo fora das datas comemorativas, dando resposta a essa necessidade.
Excepcionalmente, o alfenim, que se faz nas ilhas Graciosa e Terceira, continua intimamente ligado a promessas a Santo Amaro (Janeiro) e às festas do Espírito Santo (50 dias após a Páscoa).
Pelo seu carácter excepcional, simbólico, identitário e afectivo, os doces referidos nesta obra – alfenim, donas amélias, espécies, queijadas da Graciosa, biscoitos de orelha, queijadas da vila, bolo lêvedo e massa sovada - foram certificados pelo governo dos Açores.
Faz ainda parte da mesma, um glossário específico da doçaria açoriana.
Original languagePortuguese
Place of PublicationS. Miguel
PublisherCentro Regional de Apoio ao Artesanato
Number of pages105
ISBN (Print)9789899791770
Publication statusPublished - 2016

Keywords

  • Doçaria açoriana
  • Bolos certificados
  • Bolos rituais
  • Alfenim
  • Biscoitos de orelha de Santa Maria
  • Bolo lêvedo
  • Donas amélias da Terceira
  • Espécies de S. Jorge
  • Massa sovada
  • Queijadas da vila de S. Miguel
  • Queijadas da Graciosa

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