Determinação Do Cxsx E Das Perdas Mecanicas Sem Usar O Tunel De Vento

José Barahona da Fonseca, DEE Group Author

Research output: Chapter in Book/Report/Conference proceedingConference contribution

Abstract

Lembro-me quando surgiu no mercado um automóvel que marcou profundamente a indústria automóvel, surgia no rodapé do anuncio Citroen Ax, Genial, Cx=0.30. Porque é que Cx=0.30 era um feito notavel para 1985? Porque nessa altura os automoveis dessas dimensões tinham todosum Cx muito maior, i.e. as suas aerodinamicas não eram tão aperfeiçoadas. Cx=0.30 quer dizer que se chegou a uma aerodinamica muita proxima da optima, da perfeição. Costuma-se dizer que as coisas realmente Belas são as mais Simples. Medir o Cx dum automovel num Tunel de Vento além de muito complexo e dispendioso e de haver muitos erros nas medições das forças produzidas pelo chassis em resultado do fluxo de ar, não reproduz com fidelidade um automovel a deslocar-se, em especial o efeito de solo 'que se move' nunca é adequadamente emulado, mesmo quando se usa os solos rolantes e tem grandes repercussões no rigor da estimativa do Cx. No entanto a partir das velocidades máximas e potencias máximas e da manipulação dum modelo simplificado conseguimos medir o Cx e as perdas mecanicas associadas a uma certa motorização e, vamos mostrar a seguir, surpreendentemente com menores erros na estimativa do Cx. Alternativamente pode também estimar-se o Cx e as perdas mecanicas a partir das velocidades estabilizadas atingidas em duas rampas muito longas com declive constante. Note-se que em Tunel de Vento só se consegue estimar o Cx mas não se conseguem estimar as perdas mecanicas. Este é o primeiro aspecto em que o nosso método é superior ao Tunel de Vento. Em segundo lugar, surpreendentemente mostramos que os erros associados à nossa metodologia de estimação do Cx são menores que os associados à utilização dum Tunel de Vento. Em homenagem ao AX finalizamos o artigo confrontando os valores de Cx estimado pela nossa metodologia com o valor anunciado para o C2 medido em Tunel de Vento, dado ser o modelo actual mais semelhante com o AX.
Original languageUnknown
Title of host publicationProceedings da Conferencia Engenharias 2009
Pages145-151
Publication statusPublished - 1 Jan 2010
EventEngenharias 2009 -
Duration: 1 Jan 2009 → …

Conference

ConferenceEngenharias 2009
Period1/01/09 → …

Cite this

Fonseca, J. B. D., & DEE Group Author (2010). Determinação Do Cxsx E Das Perdas Mecanicas Sem Usar O Tunel De Vento. In Proceedings da Conferencia Engenharias 2009 (pp. 145-151)
Fonseca, José Barahona da ; DEE Group Author. / Determinação Do Cxsx E Das Perdas Mecanicas Sem Usar O Tunel De Vento. Proceedings da Conferencia Engenharias 2009. 2010. pp. 145-151
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Fonseca, JBD & DEE Group Author 2010, Determinação Do Cxsx E Das Perdas Mecanicas Sem Usar O Tunel De Vento. in Proceedings da Conferencia Engenharias 2009. pp. 145-151, Engenharias 2009, 1/01/09.

Determinação Do Cxsx E Das Perdas Mecanicas Sem Usar O Tunel De Vento. / Fonseca, José Barahona da; DEE Group Author.

Proceedings da Conferencia Engenharias 2009. 2010. p. 145-151.

Research output: Chapter in Book/Report/Conference proceedingConference contribution

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T1 - Determinação Do Cxsx E Das Perdas Mecanicas Sem Usar O Tunel De Vento

AU - Fonseca, José Barahona da

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PY - 2010/1/1

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N2 - Lembro-me quando surgiu no mercado um automóvel que marcou profundamente a indústria automóvel, surgia no rodapé do anuncio Citroen Ax, Genial, Cx=0.30. Porque é que Cx=0.30 era um feito notavel para 1985? Porque nessa altura os automoveis dessas dimensões tinham todosum Cx muito maior, i.e. as suas aerodinamicas não eram tão aperfeiçoadas. Cx=0.30 quer dizer que se chegou a uma aerodinamica muita proxima da optima, da perfeição. Costuma-se dizer que as coisas realmente Belas são as mais Simples. Medir o Cx dum automovel num Tunel de Vento além de muito complexo e dispendioso e de haver muitos erros nas medições das forças produzidas pelo chassis em resultado do fluxo de ar, não reproduz com fidelidade um automovel a deslocar-se, em especial o efeito de solo 'que se move' nunca é adequadamente emulado, mesmo quando se usa os solos rolantes e tem grandes repercussões no rigor da estimativa do Cx. No entanto a partir das velocidades máximas e potencias máximas e da manipulação dum modelo simplificado conseguimos medir o Cx e as perdas mecanicas associadas a uma certa motorização e, vamos mostrar a seguir, surpreendentemente com menores erros na estimativa do Cx. Alternativamente pode também estimar-se o Cx e as perdas mecanicas a partir das velocidades estabilizadas atingidas em duas rampas muito longas com declive constante. Note-se que em Tunel de Vento só se consegue estimar o Cx mas não se conseguem estimar as perdas mecanicas. Este é o primeiro aspecto em que o nosso método é superior ao Tunel de Vento. Em segundo lugar, surpreendentemente mostramos que os erros associados à nossa metodologia de estimação do Cx são menores que os associados à utilização dum Tunel de Vento. Em homenagem ao AX finalizamos o artigo confrontando os valores de Cx estimado pela nossa metodologia com o valor anunciado para o C2 medido em Tunel de Vento, dado ser o modelo actual mais semelhante com o AX.

AB - Lembro-me quando surgiu no mercado um automóvel que marcou profundamente a indústria automóvel, surgia no rodapé do anuncio Citroen Ax, Genial, Cx=0.30. Porque é que Cx=0.30 era um feito notavel para 1985? Porque nessa altura os automoveis dessas dimensões tinham todosum Cx muito maior, i.e. as suas aerodinamicas não eram tão aperfeiçoadas. Cx=0.30 quer dizer que se chegou a uma aerodinamica muita proxima da optima, da perfeição. Costuma-se dizer que as coisas realmente Belas são as mais Simples. Medir o Cx dum automovel num Tunel de Vento além de muito complexo e dispendioso e de haver muitos erros nas medições das forças produzidas pelo chassis em resultado do fluxo de ar, não reproduz com fidelidade um automovel a deslocar-se, em especial o efeito de solo 'que se move' nunca é adequadamente emulado, mesmo quando se usa os solos rolantes e tem grandes repercussões no rigor da estimativa do Cx. No entanto a partir das velocidades máximas e potencias máximas e da manipulação dum modelo simplificado conseguimos medir o Cx e as perdas mecanicas associadas a uma certa motorização e, vamos mostrar a seguir, surpreendentemente com menores erros na estimativa do Cx. Alternativamente pode também estimar-se o Cx e as perdas mecanicas a partir das velocidades estabilizadas atingidas em duas rampas muito longas com declive constante. Note-se que em Tunel de Vento só se consegue estimar o Cx mas não se conseguem estimar as perdas mecanicas. Este é o primeiro aspecto em que o nosso método é superior ao Tunel de Vento. Em segundo lugar, surpreendentemente mostramos que os erros associados à nossa metodologia de estimação do Cx são menores que os associados à utilização dum Tunel de Vento. Em homenagem ao AX finalizamos o artigo confrontando os valores de Cx estimado pela nossa metodologia com o valor anunciado para o C2 medido em Tunel de Vento, dado ser o modelo actual mais semelhante com o AX.

M3 - Conference contribution

SP - 145

EP - 151

BT - Proceedings da Conferencia Engenharias 2009

ER -

Fonseca JBD, DEE Group Author. Determinação Do Cxsx E Das Perdas Mecanicas Sem Usar O Tunel De Vento. In Proceedings da Conferencia Engenharias 2009. 2010. p. 145-151