Abstract
As baleias são fantasmas da história e dos oceanos atuais. A sua captura por humanos em todos os oceanos do planeta resultou na redução drástica de populações naturais. No Brasil, a baleação comercial teve início em 1603 e foi praticada, por diferentes promotores e com diferentes estilos de captura, até 1986. Neste artigo, examina-se a atividade baleeira estabelecida em regime de monopólio entre 1614 e 1801, num cenário colonial, no qual, defendo, as baleias tiveram um papel e a sua caça constituiu um estímulo para a apropriação do território e dos recursos naturais. São aqui analisados os produtos e os seus usos no território brasileiro, bem como o seu envio para Lisboa, reforçando a importância destas mercadorias nas dinâmicas coloniais e na circulação atlântica. É discutida a forma como as pessoas perceberam o litoral e as atividades costeiras que se praticaram, e o seu impacto na construção física e emocional dos espaços. Abordamos a história da baleação da perspetiva da história ambiental marinha e da história dos animais, na tentativa de resgatar estes fantasmas oceânicos e de os incluir na construção de narrativas de respeito e de empatia pelas pessoas e por todos os outros animais protagonistas da história.
| Original language | Portuguese |
|---|---|
| Article number | e20230021 |
| Pages (from-to) | 1-22 |
| Number of pages | 22 |
| Journal | Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi : Ciências Humanas |
| Volume | 19 |
| Issue number | 2 |
| DOIs | |
| Publication status | Published - 2024 |
UN SDGs
This output contributes to the following UN Sustainable Development Goals (SDGs)
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SDG 14 Life Below Water
Keywords
- História ambiental
- Atlântico Sul
- Brasil colonial
- Humanidades azuis
- História dos animais
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