Crises próprias e crises alheias: análise de impactes na oferta turística

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Abstract

O turismo é, sem dúvida, um dos factos mais importantes da actualidade, com importantes impactes económicos, sociais, culturais e ambientais. Contudo, a sua actual condição é o resultado de um crescimento verificado em apenas algumas décadas. Uma das chaves para esta afirmação do turismo é a sua fantástica capacidade para recuperar de crises e outras situações negativas. Cada vez mais e mais pessoas, de todos os continentes, aspiram profundamente poder visitar destinos clássicos ou exóticos, sejam perto ou longe, e essa é a razão pela qual o turismo é tão resiliente. Quando alguém realmente quer comprar um produto, ou um serviço, não há obstáculos materiais ou psicológicos que se interponham entre a pessoa e o seu desejo. Neste artigo, vamos olhar para três episódios negativos para a actividade turística: o “11 de Setembro” (2001), a “SARS” (2003) e o “Tsunami” (2004). A análise de dados relevantes mostrará os reais efeitos destas crises anunciadas, assinalando a extensão espacial e temporal dos seus impactes negativos, bem como a possibilidade de consequências positivas noutros países. Apesar das limitações dos dados – em alguns casos a sua falta, noutros as dúvidas de interpretação –, confirmamos que, em geral, as crises turísticas são limitadas nos seus verdadeiros impactes. Habitualmente, elas são reduzidas a poucos países e não duram mais do que um a dois anos. Sendo impossível avaliar as situações que ocorreram face às que teriam ocorrido na ausência dos episódios de crise, é difícil apontar países ganhadores; de qualquer modo, é razoável admitir que, num sistema globalizado de oferta turística, o mal de uns é sempre o benefício de outros. Abstract Tourism is undoubtedly one of the most important facts of our times, with relevant economic, social, cultural and environmental impacts. However, its actual condition is a result of a growth with only a few decades. One of the keys for the tourism affirmation is its fantastic capacity to recover from crises and other negative periods. More and more people of all continents deeply aspire to visit classic and exotic destinations, either close or far away, and this is the reason why tourism is so resilient. When someone really wants to buy a product or a service, there are no material or psychological obstacles between the person and the desire. In this paper, we will take a look at three negative episodes concerning the tourism activity: the “September 11” (2001), the “SARS” (2003) and the “Tsunami” (2004). The analysis of relevant data will show us the real effects of these announced crises, pointing the spatial and temporal negative impacts of each of these episodes, and also the possibilities of positive consequences in other countries. Despite the limitations of data – in some cases lack of it, in others there are doubts in the interpretation – we confirm that, in general, touristic crises are limited in its real impacts. These are usually reduced to a few countries and lasting no longer than one or two years. Being impossible to evaluate the situation that has occurred versus the one that would occur without the crisis, it is difficult to point out winner countries; anyway, it is reasonable to assume that, in a globalized system of tourism offer, the troubles of a region will always be a benefit for others.
Original languageUnknown
Title of host publicationTurismo e Cultura – Destinos e Competitividade
EditorsCravidão E N. Santos
Place of PublicationCoimbra
PublisherImprensa da Universidade de Coimbra
Pages35-74
ISBN (Print)978-989-26-0544-9
Publication statusPublished - 1 Jan 2014

Cite this

Umbelino, J. M. R. (2014). Crises próprias e crises alheias: análise de impactes na oferta turística. In C. E. N. Santos (Ed.), Turismo e Cultura – Destinos e Competitividade (pp. 35-74). Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra.