Coimbra é uma paisagem pintada: o escritor como “artista oculista” do património

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Abstract

Este artigo pretende estabelecer intersecções entre turismo sustentável e património cultural através da literatura, contribuindo para diversificar “olhares” sobre uma zona “nobre” da cidade de Coimbra. A Universidade – Alta e Sofia, classificadas como Património Mundial pela UNESCO em 2013, bem como o Museu Nacional Machado de Castro que, em 2019, foi integrado nesta classificação, polos culturais e turísticos por excelência, constituem o pano de fundo onde se desenrola a maior parte da ação da Porta de Minerva (1947), único romance de Branquinho da Fonseca. A obra permite-nos apreender o património construído, a paisagem e compreender as (con)vivências e tradições da “Cidade
dos Estudantes” nos anos 30/40 do séc. XX. Numa primeira fase abordaremos a importância que os escritores e a respetiva obra detêm para a (re)descoberta e (re)leitura das cidades. O levantamento dos patrimónios e dos locais que compõem a obra vão permitir, mediante a metodologia de análise de
conteúdo, uma leitura do espaço urbano. Proporemos um itinerário que sirva de motivação para uma visita em que se pretende conhecer o escritor, resgatar a memória e contribuir para um turismo diferenciado apostado na personalização.
Original languagePortuguese
Title of host publicationTurismo & História
Subtitle of host publicationPerspectivas sobre o Patrimônio da Humanidade no Espaço Ibero-Americano
EditorsCláudia Helena Henriques, Pedro de Alcântara Bittencourt César, Vania Beatriz Merlotti Herédia, Maria Cristina Moreira
Place of PublicationCaxias do Sul
PublisherEDUCS Ensino
Pages75-106
Number of pages32
ISBN (Print)978-65-5108-012-8
Publication statusPublished - 2020

Keywords

  • Turismo literário
  • Identidade cultural
  • Branquinho da Fonseca
  • Coimbra

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