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Abstract

A produção pioneira de longas-metragens de ficção pela portuense Invicta Film, entre o final dos anos dez e o início dos anos vinte do século passado, constituiu um momento fundamental no desenvolvimento do cinema mudo português. Uma das normas estéticas que norteou a sua produção foi o uso de música original, uma prática que contribuiu não apenas para a legitimidade cultural dos seus filmes como para reforçar a identificação destes enquanto objectos “tipicamente portugueses”. Logo desde a primeira longa-metragem — “A Rosa do Adro” (1919) —, a Invicta Film trabalhou em conjunto com o folclorista Armando Leça, que seria depois responsável pela música composta para “Os Fidalgos da Casa Mourisca” (1921) e “Amor de Perdição” (1921). Nesta comunicação, apresentaremos o projeto desenvolvido pela NOVA FCSH de edição das partituras para cinema mudo de Armando Leça, que resultará na inclusão da gravação destas obras na futura edição em DVD dos filmes da Invicta Film, no contexto de uma parceria com a Cinemateca Portuguesa e a Orquestra Metropolitana de Lisboa. Serão abordados os desafios colocados pela investigação destas fontes musicais, assim como o seu possível contributo para os processos de restauro dos respetivos filmes e para um melhor conhecimento das práticas de exibição cinematográfica durante esse período.
Original languageEnglish
Pages4
Number of pages1
Publication statusPublished - 2019
EventEncontros no ANIM 2019 -
Duration: 21 May 201922 May 2019

Conference

ConferenceEncontros no ANIM 2019
Period21/05/1922/05/19

Fingerprint Dive into the research topics of 'As partituras de Armando Leça para filmes mudos portugueses'. Together they form a unique fingerprint.

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