As balas no dorso do crocodilo

escultura, memória e resistência em Moçambique

Research output: Contribution to journalArticle

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Abstract

Este artigo procura compreender, através do trabalho artístico de Gonçalo Mabunda e de Hilário Nhatugueja, como o Núcleo de Arte de Maputo leva a cabo uma “reciclagem” e reprodução dos ícones de guerra, de forma a criar toda uma produção identitária baseada na memória histórica. Debruço-me sobre a forma como as esculturas podem abrir espaço a um lugar de memória liminar que permite a negociação de significados e mnemónicas associadas à Guerra Civil, espelhando contramemórias coadas pelas experiências pessoais dos artistas. Analisa-se a capacidade expressiva e simbólica da linguagem escultórico-performativa enquanto comunicadora de significados sociais e políticos e como forma de mise-en-scène do “drama social”.
Original languagePortuguese
Pages (from-to)65-76
Number of pages12
JournalForum Sociológico
Issue number31
DOIs
Publication statusPublished - 2017

Keywords

  • Escultura
  • Performance
  • Resistência
  • Memória

Cite this

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author = "S{\'i}lvia Raposo",
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journal = "F{\'o}rum Sociol{\'o}gico",
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publisher = "Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ci{\^e}ncias Sociais e Humanas, Centro Interdisciplinar de Ci{\^e}ncias Sociais",
number = "31",

}

As balas no dorso do crocodilo : escultura, memória e resistência em Moçambique. / Raposo, Sílvia.

In: Forum Sociológico, No. 31, 2017, p. 65-76.

Research output: Contribution to journalArticle

TY - JOUR

T1 - As balas no dorso do crocodilo

T2 - escultura, memória e resistência em Moçambique

AU - Raposo, Sílvia

N1 - info:eu-repo/grantAgreement/FCT/5876/147310/PT# UID/ANT/04038/2013

PY - 2017

Y1 - 2017

N2 - Este artigo procura compreender, através do trabalho artístico de Gonçalo Mabunda e de Hilário Nhatugueja, como o Núcleo de Arte de Maputo leva a cabo uma “reciclagem” e reprodução dos ícones de guerra, de forma a criar toda uma produção identitária baseada na memória histórica. Debruço-me sobre a forma como as esculturas podem abrir espaço a um lugar de memória liminar que permite a negociação de significados e mnemónicas associadas à Guerra Civil, espelhando contramemórias coadas pelas experiências pessoais dos artistas. Analisa-se a capacidade expressiva e simbólica da linguagem escultórico-performativa enquanto comunicadora de significados sociais e políticos e como forma de mise-en-scène do “drama social”.

AB - Este artigo procura compreender, através do trabalho artístico de Gonçalo Mabunda e de Hilário Nhatugueja, como o Núcleo de Arte de Maputo leva a cabo uma “reciclagem” e reprodução dos ícones de guerra, de forma a criar toda uma produção identitária baseada na memória histórica. Debruço-me sobre a forma como as esculturas podem abrir espaço a um lugar de memória liminar que permite a negociação de significados e mnemónicas associadas à Guerra Civil, espelhando contramemórias coadas pelas experiências pessoais dos artistas. Analisa-se a capacidade expressiva e simbólica da linguagem escultórico-performativa enquanto comunicadora de significados sociais e políticos e como forma de mise-en-scène do “drama social”.

KW - Escultura

KW - Performance

KW - Resistência

KW - Memória

U2 - 10.4000/sociologico.1722

DO - 10.4000/sociologico.1722

M3 - Article

SP - 65

EP - 76

JO - Fórum Sociológico

JF - Fórum Sociológico

SN - 0872-8380

IS - 31

ER -