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Abstract

O sentido de ação ínsita à própria raiz etimológica do termo tanto significará um estado de ansiedade e medo como se projeta em intencionalidade afetiva, motivante e criativa que do e+movere intencionalmente emana. A emoção é, pois, circunstância de intensidade afetiva não só no que tem de disruptivo e reativo, mas também como gerador e propulsor de criação em diversos domínios.

Artepel’emoção é também oportunidade para testemunhos. Começamos por nos deparar com a resposta a uma pergunta elaborada por Nuno Júdice para nos dizer que a emoção só chega “se o poema, ou o romance forem construídos com a arte necessária para a transmitirem”. Por seu turno, o escultor Vítor Ribeiro interroga-se sobre os momentos em que a emoção está mais presente no ato criativo, a fim de responder à questão se na arte terão tanto relevo as emoções? Importa seguir com atenção o seu itinerário reflexivo e atender a que, nas suas próprias palavras “a emoção estará sempre mais presente quando criamos do que quando projetamos para executar a seguir”. Emília Nadal aborda, entretanto, a confluência do espaço emocional e do racional, dentro de uma referência central de processo vital, condensando todas as dimensões do humano destacando no seu depoimento o interesse pela estética do movimento e do espaço, a paixão pelas artes dos sons, “os lugares de memória e as paisagens habitadas pela música exaltando sempre a omnipresença da vida”.

Do prefácio de José Esteves Pereira
Original languagePortuguese
Place of PublicationVila Nova de Famalicão
PublisherEditora Húmus
Number of pages184
ISBN (Print)978‑989‑755‑097‑3
DOIs
Publication statusPublished - 2026

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