Argamassas com base em cal para a reabilitação de rebocos

Research output: Chapter in Book/Report/Conference proceedingConference contribution

Abstract

Os rebocos originais dos edifícios mais antigos encontram-se frequentemente muito deficientes ou inexistentes. Foram executados com argamassas com base em cal aérea ou, em épocas não tão antigas, cal hidráulica. No entanto, os rebocos resultantes de intervenções mais recentes (mesmo quando aplicados em edifícios antigos) têm sido maioritariamente realizados com base em argamassas de cimento. Em termos de compatibilidade de materiais, esta é facilmente assegurada pelas argamassas com base em cais e dificilmente através de argamassas com base em cimento. Em termos energéticos, a utilização de cais como ligante é mais conservadora, uma vez que estes ligantes são produzidos a temperaturas de cozedura substancialmente mais baixas que as necessárias para a produção do cimento e requerem menor energia para moagem. Por outro lado, a introdução de adições pozolânicas pode optimizar as características das argamassas. As pozolanas podem ser resultantes da valorização de residuos e podem substituir parcialmente o ligante das argamassas, comportando menores consumos energéticos e de recursos naturais. Finalmente, a carbonatação das argamassas de cal, especialmente aérea, ocorre com consumo de dióxido de carbono, o que se traduz também numa vantagem ao nível da sustentabilidade. Nesse sentido, apresentam-se as características de algumas argamassas com base em cal aérea ou cal hidráulica natural, sujeitas a duas curas distintas, com diferentes percentagens de metacaulino e analisam-se os resultados obtidos em face dos consumos energéticos associados directamente aos materiais e, indirectamente, à compatibilidade entre materiais e respectiva durabilidade das paredes que os rebocos pretendem proteger e dos rebocos a reabilitar.
Original languageUnknown
Title of host publicationPATORREB
PagesCD
Publication statusPublished - 1 Jan 2012
EventPATORREB2012 - 4º Congreso de Patología y Rehablitación de Edificios -
Duration: 1 Jan 2012 → …

Conference

ConferencePATORREB2012 - 4º Congreso de Patología y Rehablitación de Edificios
Period1/01/12 → …

Cite this

@inproceedings{9385fdf541b34706b08898ebd3700ee2,
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Faria, P 2012, Argamassas com base em cal para a reabilitação de rebocos. in PATORREB. pp. CD, PATORREB2012 - 4º Congreso de Patología y Rehablitación de Edificios, 1/01/12.

Argamassas com base em cal para a reabilitação de rebocos. / Faria, Paulina.

PATORREB. 2012. p. CD.

Research output: Chapter in Book/Report/Conference proceedingConference contribution

TY - GEN

T1 - Argamassas com base em cal para a reabilitação de rebocos

AU - Faria, Paulina

PY - 2012/1/1

Y1 - 2012/1/1

N2 - Os rebocos originais dos edifícios mais antigos encontram-se frequentemente muito deficientes ou inexistentes. Foram executados com argamassas com base em cal aérea ou, em épocas não tão antigas, cal hidráulica. No entanto, os rebocos resultantes de intervenções mais recentes (mesmo quando aplicados em edifícios antigos) têm sido maioritariamente realizados com base em argamassas de cimento. Em termos de compatibilidade de materiais, esta é facilmente assegurada pelas argamassas com base em cais e dificilmente através de argamassas com base em cimento. Em termos energéticos, a utilização de cais como ligante é mais conservadora, uma vez que estes ligantes são produzidos a temperaturas de cozedura substancialmente mais baixas que as necessárias para a produção do cimento e requerem menor energia para moagem. Por outro lado, a introdução de adições pozolânicas pode optimizar as características das argamassas. As pozolanas podem ser resultantes da valorização de residuos e podem substituir parcialmente o ligante das argamassas, comportando menores consumos energéticos e de recursos naturais. Finalmente, a carbonatação das argamassas de cal, especialmente aérea, ocorre com consumo de dióxido de carbono, o que se traduz também numa vantagem ao nível da sustentabilidade. Nesse sentido, apresentam-se as características de algumas argamassas com base em cal aérea ou cal hidráulica natural, sujeitas a duas curas distintas, com diferentes percentagens de metacaulino e analisam-se os resultados obtidos em face dos consumos energéticos associados directamente aos materiais e, indirectamente, à compatibilidade entre materiais e respectiva durabilidade das paredes que os rebocos pretendem proteger e dos rebocos a reabilitar.

AB - Os rebocos originais dos edifícios mais antigos encontram-se frequentemente muito deficientes ou inexistentes. Foram executados com argamassas com base em cal aérea ou, em épocas não tão antigas, cal hidráulica. No entanto, os rebocos resultantes de intervenções mais recentes (mesmo quando aplicados em edifícios antigos) têm sido maioritariamente realizados com base em argamassas de cimento. Em termos de compatibilidade de materiais, esta é facilmente assegurada pelas argamassas com base em cais e dificilmente através de argamassas com base em cimento. Em termos energéticos, a utilização de cais como ligante é mais conservadora, uma vez que estes ligantes são produzidos a temperaturas de cozedura substancialmente mais baixas que as necessárias para a produção do cimento e requerem menor energia para moagem. Por outro lado, a introdução de adições pozolânicas pode optimizar as características das argamassas. As pozolanas podem ser resultantes da valorização de residuos e podem substituir parcialmente o ligante das argamassas, comportando menores consumos energéticos e de recursos naturais. Finalmente, a carbonatação das argamassas de cal, especialmente aérea, ocorre com consumo de dióxido de carbono, o que se traduz também numa vantagem ao nível da sustentabilidade. Nesse sentido, apresentam-se as características de algumas argamassas com base em cal aérea ou cal hidráulica natural, sujeitas a duas curas distintas, com diferentes percentagens de metacaulino e analisam-se os resultados obtidos em face dos consumos energéticos associados directamente aos materiais e, indirectamente, à compatibilidade entre materiais e respectiva durabilidade das paredes que os rebocos pretendem proteger e dos rebocos a reabilitar.

KW - cal aérea

KW - cal hidráulica natural

KW - caracterização laboratorial

KW - Argamassa

M3 - Conference contribution

SP - CD

BT - PATORREB

ER -