Abstract
A tentativa de fixar o trivial, de dar visibilidade ao aparentemente banal e de, assim, recusar que o quotidiano se dilua no esquecimento é um dos traços que podemos identificar em muitas das propostas artísticas que têm vindo a ser desenvolvidas, sobretudo desde o segundo pós-guerra. Esta produção privilegia um renovado contacto com a realidade e traduz-se através da apropriação, utilização e problematização das suas matérias, dos seus objectos e dos seus gestos - como se tornou particularmente evidente na Pop Art ou no Nouveau Réalisme, mas também nas diferentes dinâmicas performativas que se consubstanciaram ao longo das décadas seguintes e que continuam a ser exploradas na actualidade. Partindo da década de 1960, e tomando como referência a produção de diferentes artistas que recuperaram acções muitas vezes consideradas como anónimas ou residuais (Lefebvre 1947), este artigo procura problematizar o quotidiano nas práticas artísticas contemporâneas.
| Original language | Portuguese |
|---|---|
| Pages (from-to) | 71-82 |
| Number of pages | 11 |
| Journal | Modos. Revista de História da Arte |
| Volume | 2 |
| Issue number | 1 |
| DOIs | |
| Publication status | Published - 2018 |
Keywords
- Arte Contemporânea
- Quotidiano
- Daniel Spoerri
- Sophie Calle
- Tino Seghal
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