Além das “Mães de Bragança”: a estereotipização da mulher brasileira no jornalismo português

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Abstract

Utilizando como mote o caso “Mães de Bragança”, conhecido em 2003 por meio de uma representação mediática sensacio‑nalista, em que se identificou a presença de estereótipos acerca das brasileiras (Correia, 2014), este artigo busca de‑monstrar, a partir de uma análise crítica a quatro textos não relacionados com a temática da prostituição, que a estereoti‑pia do discurso jornalístico sobre as bra‑sileiras não se identifica apenas em textos referentes à prostituição de imigrantes. Evidencia‑se, também, o caráter ubíquo desta exaltação mediática do exotismo, conjugado com uma sensualidade que se‑ria inata, não apenas das brasileiras, mas também do Brasil. Para compreender as razões deste fenómeno, contextualizamos as origens das representações sociais so‑bre as brasileiras, destacando o peso do luso‑tropicalismo, teoria desenvolvida por Gilberto Freyre em meados do séc. xx, para esta construção.
Original languagePortuguese
Pages (from-to)93-105
Number of pages12
JournalMediapolis – Revista de Comunicação, Jornalismo e Espaço Público
Issue number7
DOIs
Publication statusPublished - 2018

Cite this

@article{28647d65e8fa41878e8e42bc9a49b327,
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author = "Minga, {Ester Amaral de Paula}",
year = "2018",
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journal = "Mediapolis – Revista de Comunica{\cc}{\~a}o, Jornalismo e Espa{\cc}o P{\'u}blico",
issn = "2183-6019",
publisher = "Imprensa da Universidade de Coimbra",
number = "7",

}

TY - JOUR

T1 - Além das “Mães de Bragança”

T2 - a estereotipização da mulher brasileira no jornalismo português

AU - Minga, Ester Amaral de Paula

PY - 2018

Y1 - 2018

N2 - Utilizando como mote o caso “Mães de Bragança”, conhecido em 2003 por meio de uma representação mediática sensacio‑nalista, em que se identificou a presença de estereótipos acerca das brasileiras (Correia, 2014), este artigo busca de‑monstrar, a partir de uma análise crítica a quatro textos não relacionados com a temática da prostituição, que a estereoti‑pia do discurso jornalístico sobre as bra‑sileiras não se identifica apenas em textos referentes à prostituição de imigrantes. Evidencia‑se, também, o caráter ubíquo desta exaltação mediática do exotismo, conjugado com uma sensualidade que se‑ria inata, não apenas das brasileiras, mas também do Brasil. Para compreender as razões deste fenómeno, contextualizamos as origens das representações sociais so‑bre as brasileiras, destacando o peso do luso‑tropicalismo, teoria desenvolvida por Gilberto Freyre em meados do séc. xx, para esta construção.

AB - Utilizando como mote o caso “Mães de Bragança”, conhecido em 2003 por meio de uma representação mediática sensacio‑nalista, em que se identificou a presença de estereótipos acerca das brasileiras (Correia, 2014), este artigo busca de‑monstrar, a partir de uma análise crítica a quatro textos não relacionados com a temática da prostituição, que a estereoti‑pia do discurso jornalístico sobre as bra‑sileiras não se identifica apenas em textos referentes à prostituição de imigrantes. Evidencia‑se, também, o caráter ubíquo desta exaltação mediática do exotismo, conjugado com uma sensualidade que se‑ria inata, não apenas das brasileiras, mas também do Brasil. Para compreender as razões deste fenómeno, contextualizamos as origens das representações sociais so‑bre as brasileiras, destacando o peso do luso‑tropicalismo, teoria desenvolvida por Gilberto Freyre em meados do séc. xx, para esta construção.

U2 - 10.14195/2183-6019_7_6

DO - 10.14195/2183-6019_7_6

M3 - Article

SP - 93

EP - 105

JO - Mediapolis – Revista de Comunicação, Jornalismo e Espaço Público

JF - Mediapolis – Revista de Comunicação, Jornalismo e Espaço Público

SN - 2183-6019

IS - 7

ER -