A temporalidade dos planos de ordenamento do território - para uma leitura da intervenção em bairros de génese espontânea

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Abstract

As políticas de ordenamento adotadas em Portugal nas últimas décadas assentaram na elaboração e operacionalização de planos, de várias escalas e âmbitos resultando na cobertura do país por instrumentos de gestão do território, num sistema integrado e articulado. Este processo decorreu de forma morosa, em particular no processo de revisão dos instrumentos, criando períodos de interregno que dificultam a resolução de problemas de base territorial, como a persistência de bairros de génese espontânea, cuja situação - face ao contexto de crise e às dificuldades decorrentes do planeamento – tende a eternizar-se. Partindo da análise dos estudos de caso de dois bairros em Almada (Cova do Vapor e 2º Torrão) são apontadas reflexões e sugestões conducentes à adoção de políticas públicas mais articuladas e eficientes e a um ordenamento equilibrado, que contemple o interesse público mas também lógicas de negociação e resiliência local, articuladas com as várias velocidades dos instrumentos de planeamento.
Original languagePortuguese
Title of host publicationValores da Geografia. Atas do X Congresso da Geografia Portuguesa
Pages736-741
Publication statusPublished - 2015
EventX CONGRESSO DA GEOGRAFIA PORTUGUESA: Os Valores da Geografia - FCSH/NOVA, Lisboa, Portugal
Duration: 9 Sep 201512 Sep 2015

Conference

ConferenceX CONGRESSO DA GEOGRAFIA PORTUGUESA
CountryPortugal
CityLisboa
Period9/09/1512/09/15

Cite this

Ramalhete, F., & Lages, J. (2015). A temporalidade dos planos de ordenamento do território - para uma leitura da intervenção em bairros de génese espontânea. In Valores da Geografia. Atas do X Congresso da Geografia Portuguesa (pp. 736-741)