Abstract
Depois do primeiro confinamento da pandemia COVID 19, os arco-íris do “vamos ficar todos bem” transformaram-se na evidência “nada será como dantes”.
O contacto físico tornou-se intimidade virtual, ficámos em teletrabalho e o consumo apostou na “transformação digital”. No entanto, a actual tecnologia, com as suas limitadas interfaces, obriga-nos a fixar, durante horas, um ecrã; sentados, quase imóveis, escrevemos num teclado ou clicamos num rato – os olhos e o corpo adoecem, a plataformização ilude a criatividade, a fadiga Zoom instala-se.
Nunca as experiências da performance digital e da ciberformance foram tão pertinentes como agora, tanto a nível teórico – através de uma crítica de conceitos fracturantes como virtualidade, corporealidade, presença, interactividade, agenciamento ou imersão – como a nível empírico, através da criação de interfaces e ferramentas que permitem desenvolver a nossa condição digital de uma forma mais relacional, íntima e, por vezes, mais incorporada, amplificada e livre.
Este texto versa sobre a minha experiência enquanto investigadora/performer e baseia-se na minha prática em ligação com duas estruturas colectivas internacionais que põem em prática diferentes tipos de ciberformance: Senses Places /Lugares Sentidos, (projeto de performance colaborativo e participativo em realidade mista usando mundos virtuais e adaptando interfaces como motion tracking e wearables); e a plataforma UpStage (uma aplicação colaborativa de código aberto), que permite uma interacção baseada na imagem 2D e no texto.
O contacto físico tornou-se intimidade virtual, ficámos em teletrabalho e o consumo apostou na “transformação digital”. No entanto, a actual tecnologia, com as suas limitadas interfaces, obriga-nos a fixar, durante horas, um ecrã; sentados, quase imóveis, escrevemos num teclado ou clicamos num rato – os olhos e o corpo adoecem, a plataformização ilude a criatividade, a fadiga Zoom instala-se.
Nunca as experiências da performance digital e da ciberformance foram tão pertinentes como agora, tanto a nível teórico – através de uma crítica de conceitos fracturantes como virtualidade, corporealidade, presença, interactividade, agenciamento ou imersão – como a nível empírico, através da criação de interfaces e ferramentas que permitem desenvolver a nossa condição digital de uma forma mais relacional, íntima e, por vezes, mais incorporada, amplificada e livre.
Este texto versa sobre a minha experiência enquanto investigadora/performer e baseia-se na minha prática em ligação com duas estruturas colectivas internacionais que põem em prática diferentes tipos de ciberformance: Senses Places /Lugares Sentidos, (projeto de performance colaborativo e participativo em realidade mista usando mundos virtuais e adaptando interfaces como motion tracking e wearables); e a plataforma UpStage (uma aplicação colaborativa de código aberto), que permite uma interacção baseada na imagem 2D e no texto.
| Original language | Portuguese |
|---|---|
| Title of host publication | Artes Performativas e Cultura Digital |
| Editors | João Estevens |
| Place of Publication | Lisboa |
| Publisher | Montanha e Rabbit Hole |
| Pages | 78-103 |
| Number of pages | 25 |
| ISBN (Print) | 978-989-33-2684-8 |
| Publication status | Published - 2021 |
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