A Estatística da população na América Portuguesa, 1750-1820

Research output: Contribution to journalArticle

Abstract

Desde a década de 1720 que a administração ultramarina portuguesa produziu ordens régias com vista a recolher e organizar informações padronizadas sobre a população do império. Estes processos ganharam uma dimensão particular no Brasil, durante a segunda metade do século XVIII, mas foram transversais a quase todos os territórios (em África, no Índico e no Oriente), dando origem a um extenso corpus documental constituído por várias centenas de mapas estatísticos. Inspirando-se nos princípios da aritmética política e do fisiocratismo as elites políticas portuguesas entenderam a população como um recurso de Estado que se deveria calcular, regular e canalizar segundo as conveniências da Coroa. Este artigo pretende descrever os modelos de ordens e de mapas estatísticos, bem como a sua evolução. Na linha de autores pioneiros como Dauril Alden e Maria Luiza Marcílio defenderemos o seu enorme potencial no cálculo de estimativas demográficas para o período colonial
Original languagePortuguese
Pages (from-to)72-103
Number of pages31
JournalMemorias. Revista Digital de Historia y Arqueologia desde el Caribe Colombiano
Volume11
Issue number25
Publication statusPublished - Apr 2015

Keywords

  • Império
  • População
  • Brasil
  • Esstatística
  • Demografia

Cite this