A Disciplinarização da Literatura Angolana

Research output: Contribution to journalArticle

Abstract

O processo de disciplinarização da Literatura Angolana é aqui abordado no quadro analítico de uma história disciplinar que, partindo da situação colonial, destaca a agência das elites nativas angolanas e sua reações contra o cânone literário colonial português e, consequentemente, a produção de contra-cânones e contra-literaturas através de um discurso coerente que configura a formação de uma modernidade alternativa. Semelhante exercício convoca o conceito de angolanidade arquitópica numa dialética de discursos legitimadores que o opõe ao conceito de crioulidade.
Deste modo, reconhece-se a Literatura angolana enquanto objecto de um
conhecimento proposicional de que deriva, por um lado, o seu estatuto epistemológico, escolar e académico, por outro lado, os fundamentos do cânone literário angolano. Portanto, faz-se a advocacia de uma legitimação da crítica aos modelos dominantes de ensino e investigação da Literatura Angolana, entendida esta numa perspetiva holística, compreendendo a institucionalidade das literaturas orais em línguas nacionais.
Original languagePortuguese
Pages (from-to)49-103
Number of pages54
JournalRevista de Estudos Literários
Volume5
Publication statusPublished - 2015

Keywords

  • Literatura Angolana
  • Disciplinarização
  • Cânone literário
  • Discurso legitimador
  • Estatuto epistemológico
  • Angolanidade literária

Cite this

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A Disciplinarização da Literatura Angolana. / Kandjimbo , Luís Domingos .

In: Revista de Estudos Literários, Vol. 5, 2015, p. 49-103.

Research output: Contribution to journalArticle

TY - JOUR

T1 - A Disciplinarização da Literatura Angolana

AU - Kandjimbo , Luís Domingos

N1 - info:eu-repo/grantAgreement/FCT/5876/147232/PT# UID/ELT/00657/2013

PY - 2015

Y1 - 2015

N2 - O processo de disciplinarização da Literatura Angolana é aqui abordado no quadro analítico de uma história disciplinar que, partindo da situação colonial, destaca a agência das elites nativas angolanas e sua reações contra o cânone literário colonial português e, consequentemente, a produção de contra-cânones e contra-literaturas através de um discurso coerente que configura a formação de uma modernidade alternativa. Semelhante exercício convoca o conceito de angolanidade arquitópica numa dialética de discursos legitimadores que o opõe ao conceito de crioulidade.Deste modo, reconhece-se a Literatura angolana enquanto objecto de umconhecimento proposicional de que deriva, por um lado, o seu estatuto epistemológico, escolar e académico, por outro lado, os fundamentos do cânone literário angolano. Portanto, faz-se a advocacia de uma legitimação da crítica aos modelos dominantes de ensino e investigação da Literatura Angolana, entendida esta numa perspetiva holística, compreendendo a institucionalidade das literaturas orais em línguas nacionais.

AB - O processo de disciplinarização da Literatura Angolana é aqui abordado no quadro analítico de uma história disciplinar que, partindo da situação colonial, destaca a agência das elites nativas angolanas e sua reações contra o cânone literário colonial português e, consequentemente, a produção de contra-cânones e contra-literaturas através de um discurso coerente que configura a formação de uma modernidade alternativa. Semelhante exercício convoca o conceito de angolanidade arquitópica numa dialética de discursos legitimadores que o opõe ao conceito de crioulidade.Deste modo, reconhece-se a Literatura angolana enquanto objecto de umconhecimento proposicional de que deriva, por um lado, o seu estatuto epistemológico, escolar e académico, por outro lado, os fundamentos do cânone literário angolano. Portanto, faz-se a advocacia de uma legitimação da crítica aos modelos dominantes de ensino e investigação da Literatura Angolana, entendida esta numa perspetiva holística, compreendendo a institucionalidade das literaturas orais em línguas nacionais.

KW - Literatura Angolana

KW - Disciplinarização

KW - Cânone literário

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KW - Estatuto epistemológico

KW - Angolanidade literária

M3 - Article

VL - 5

SP - 49

EP - 103

JO - Revista de Estudos Literários

JF - Revista de Estudos Literários

SN - 2182-1526

ER -