A desconstrução da fronteira política e as comunidades de partilha

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Abstract

um tempo em que os fenómenos de patrimonialização local acompanham o processo de criação de patrimónios culturais à escala global, questiono o processo de desconstrução da fronteira política, e a sua substituição por espaços imaginados e consensualmente construídos por agentes sociais locais.

A criação de espaços e atividades culturais dedicada ao poeta Miguel Hernández na fronteira luso-espanhola do Baixo Alentejo / Andaluzia configura uma comunidade de partilha (RANCIÈRE, 2005) transfronteiriça, que envolveu a produção de um público definido, a que o poeta serve de interlocutor. O processo de emblematização do poeta , como símbolo da repressão das ditaduras ibéricas foi legitimado por estudos de investigadores locais e pela ação de agentes sociais, que atribuíram visibilidade e invisibilidade a formas enunciativas do passado. Num tempo em que os fenómenos de patrimonialização local acompanham o processo de criação de patrimónios culturais à escala global, questiono o processo de desconstrução da fronteira política, e a sua substituição por espaços imaginados e consensualmente construídos por agentes sociais locais.
Original languagePortuguese
Pages6-7
Number of pages2
Publication statusPublished - 5 Jun 2019
EventVII Congresso APA - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, Portugal
Duration: 4 Jun 20197 Jun 2019
http://apa2019.apantropologia.org

Conference

ConferenceVII Congresso APA
CountryPortugal
CityLisboa
Period4/06/197/06/19
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Simões, D. (2019). A desconstrução da fronteira política e as comunidades de partilha. 6-7. Abstract from VII Congresso APA, Lisboa, Portugal.