A Cultura Visual da Medicina e os prodígios da fotografia

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Abstract

Deus fez a luz, mas, até ao aparecimento da fotografia, nada tinha sido possível fazer com ela, ou assim se pensava no século XIX e no início do século XX. A reflexão que acompanha a descoberta da técnica fotográfica e o seu uso na medicina, e que mais tarde se haveria de estender igualmente à radiologia e ao cinema, veiculava esse sentimento de prodígio relativamente a tudo quanto ela punha à disposição da exploração técnica e da demanda cognitiva. Enquanto tecnologia que conseguia dominar a própria luz, a fotografia veio a ser percebida como o instrumento derradeiro para a ciência e a arte médica. O presente texto recolhe três casos exemplares da História da Cultura Visual da Medicina em Portugal, designadamente no âmbito da Psiquiatria (a imagem fotográfica dos estigmas), da Medicina Forense (a técnica do “bertillonage”) e da Dermatologia (a imagem fotográfica de lesões na pele). Enquanto tecnologia baseada na luz que desempenhou um tão considerável papel na história da Cultura Visual da Medicina, a fotografia médica surgiu e desenvolveu-se no cruzamento da técnica, da ciência e das artes visuais e foi claramente percebida como um dos principais agentes que providenciou o estatuto laboratorial da moderna Medicina científica.
Original languagePortuguese
Title of host publicationAtas do Congresso Internacional Comunicação e Luz
EditorsMadalena Oliveira, Sílvia Pinto
Place of PublicationBraga
PublisherCentro de Estudos Comunicação e Sociedade (CECS) - Universidade do Minho
Pages87-96
Number of pages10
ISBN (Print)978-989-8600-58-5
Publication statusPublished - 5 Apr 2016
EventCommunication and Light - Universidade do Minho, Braga, Portugal
Duration: 2 Nov 20154 Nov 2015

Conference

ConferenceCommunication and Light
CountryPortugal
CityBraga
Period2/11/154/11/15

Keywords

  • Técnica
  • Fotografia
  • Cultura visual
  • Medicina

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