«A cómodo do cantor»: o órgão enquanto instrumento acompanhador no repertório vocal do final do Antigo Regime

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Abstract

As transformações ocorridas no domínio da música sacra em Portugal a partir do
reinado de D. João V tiveram reflexo na música para órgão, tanto ao nível da escrita, como da própria organaria. Exemplo limite desta tendência é o aparecimento, no final de setecentos (pelas mãos de Joaquim António Peres Fontanes e de António Xavier Machado e Cerveira), de um tipo de instrumento que, radicando na tradição de construção ibérica, incorpora diversos elementos (nomeadamente de influência italiana) que o afastam definitivamente dos seus congéneres espanhóis. Recentemente tem sido localizado um significativo número de obras para órgão datadas da segunda metade do século XVIII e primeiros decénios do século XIX, que apontam claramente para a utilização daquele tipo de instrumentos. É contudo no âmbito da música vocal com acompanhamento obbligato que se concentra a produção para órgão daquele
período. Tratando-se de obras onde o órgão funciona sobretudo como instrumento acompanhador, apesar da presença de passagens solísticas, a escrita é essencialmente orientada naquele sentido. A presente comunicação pretende explorar diferentes processos utilizados na escrita para órgão em Portugal no final do Antigo Regime, sobretudo no que concerne à registação, para tornar mais eficaz a função de acompanhamento dos efectivos vocais, tendo como base as recentes abordagens da obra de Frei José Marques e Silva.

Conference

ConferenceColóquio “Novas grandezas que já pareciam impossíveis à imaginação”
CountryPortugal
CityLisboa
Period25/11/1626/11/16
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Vaz, J. (2016). «A cómodo do cantor»: o órgão enquanto instrumento acompanhador no repertório vocal do final do Antigo Regime. Abstract from Colóquio “Novas grandezas que já pareciam impossíveis à imaginação”, Lisboa, Portugal.