A arte na guerra: A arquitectura dos campos de batalha no Portugal de Quinhentos

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Abstract

Na teoria e prática militares de quinhentos podemos observar a transposição dos conceitos de harmonia e beleza extraídos do campo das artes e arquitectura em particular. De facto, as formaturas militares de Quinhentos são construídas segundo princípios geométricos e aritméticos e em função de variáveis como a topografia do terreno, a natureza do inimigo, ou de acordo com o pendor ofensivo ou defensivo de um exército. Neste conjunto, e ao contrário do que antes sucedia, é dado ênfase à formatura que enquadra os soldados, em detrimento do papel individual do combatente.
Em Portugal, ao contrário da generalização corrente veiculada pela historiografia, o desfasamento com a realidade militar da Europa não foi um dado absoluto. De facto, ao longo do século detecta-se a presença das práticas de guerra mais modernas, embora numa perspectiva descentralizada, apoiada em figuras de relevo como o capitão Leitão ou Afonso de Albuquerque. Um estudo atento das campanhas militares na Índia e no Norte de África revelam um conhecimento das inovações militares em curso na Europa quinhentista. E no reinado de D. Sebastião assistimos ao corolário de todo o esforço de implementação de uma nova forma de combater, que embora consentânea com as reformas então em curso na Europa, revela contudo um cunho marcadamente português.
Original languagePortuguese
PublisherTribuna Editora
Number of pages388
ISBN (Print)978-972-8799-83-0
Publication statusPublished - May 2008

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