A Arte Como Experiência. Resenha de

Dewey, John. Art As Experience

Research output: Contribution to journalBook/Film/Article review

Abstract

A questão da autonomização reivindica, na tradição moderna, leis específicas para o estético, normas capazes de independizá-lo de imperativos cívicos e morais. Já ler o objeto estético contemporâneo implica, por sua vez, uma estratégia dúplice que contemporiza dois valores antagônicos: a entrega e a resistência à interpretação; e ambos exigem romper com a acumulação de valores instrumentais, mas também quebrar a memória, o que, certamente, conota certo irracionalismo. Paralelamente, e à diferença das vanguardas históricas, a situação contemporânea reinscreve essa ruptura em um contexto específico, o espaço imanente de uma experiência que arranca o sujeito de toda certeza pré-moldada. Mais do que traçar inequívocos limites sob um ponto de vista institucional, o desafio da crítica atual consiste, portanto, em reconhecer as forças que agitam ou agitaram a cena cultural do Brasil, e que são seus limiares de sentido situados muito além da costumeira análise institucional
Original languagePortuguese
Pages (from-to)161-169
Number of pages10
JournalCrítica Cultural
Volume12
Issue number1
DOIs
Publication statusPublished - 2017

Keywords

  • Institucionalização
  • Arte contemporânea
  • Disseminação

Cite this

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A Arte Como Experiência. Resenha de : Dewey, John. Art As Experience. / Duarte, Miguel Nuno Mesquita.

In: Crítica Cultural, Vol. 12, No. 1, 2017, p. 161-169.

Research output: Contribution to journalBook/Film/Article review

TY - JOUR

T1 - A Arte Como Experiência. Resenha de

T2 - Dewey, John. Art As Experience

AU - Duarte, Miguel Nuno Mesquita

N1 - info:eu-repo/grantAgreement/FCT/5876/147368/PT# UID/PAM/00417/2013

PY - 2017

Y1 - 2017

N2 - A questão da autonomização reivindica, na tradição moderna, leis específicas para o estético, normas capazes de independizá-lo de imperativos cívicos e morais. Já ler o objeto estético contemporâneo implica, por sua vez, uma estratégia dúplice que contemporiza dois valores antagônicos: a entrega e a resistência à interpretação; e ambos exigem romper com a acumulação de valores instrumentais, mas também quebrar a memória, o que, certamente, conota certo irracionalismo. Paralelamente, e à diferença das vanguardas históricas, a situação contemporânea reinscreve essa ruptura em um contexto específico, o espaço imanente de uma experiência que arranca o sujeito de toda certeza pré-moldada. Mais do que traçar inequívocos limites sob um ponto de vista institucional, o desafio da crítica atual consiste, portanto, em reconhecer as forças que agitam ou agitaram a cena cultural do Brasil, e que são seus limiares de sentido situados muito além da costumeira análise institucional

AB - A questão da autonomização reivindica, na tradição moderna, leis específicas para o estético, normas capazes de independizá-lo de imperativos cívicos e morais. Já ler o objeto estético contemporâneo implica, por sua vez, uma estratégia dúplice que contemporiza dois valores antagônicos: a entrega e a resistência à interpretação; e ambos exigem romper com a acumulação de valores instrumentais, mas também quebrar a memória, o que, certamente, conota certo irracionalismo. Paralelamente, e à diferença das vanguardas históricas, a situação contemporânea reinscreve essa ruptura em um contexto específico, o espaço imanente de uma experiência que arranca o sujeito de toda certeza pré-moldada. Mais do que traçar inequívocos limites sob um ponto de vista institucional, o desafio da crítica atual consiste, portanto, em reconhecer as forças que agitam ou agitaram a cena cultural do Brasil, e que são seus limiares de sentido situados muito além da costumeira análise institucional

KW - Institucionalização

KW - Arte contemporânea

KW - Disseminação

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DO - 10.19177/rcc.v12e12017161-169

M3 - Book/Film/Article review

VL - 12

SP - 161

EP - 169

JO - Crítica Cultural

JF - Crítica Cultural

SN - 1980-6493

IS - 1

ER -