Tormentas partilhadas. O (re)encontro de Mário Cesariny com Luis Vaz de Camões na iniciativa artística "Os Lusíadas que fomos – Os Lusíadas que somos"

Activity: Talk or presentationInvited talk

Description

No âmbito das comemorações do IV Centenário da Publicação de Os Lusíadas e, por isso, feita em articulação com a Comissão Executiva do referido centenário, Natércia Freire reuniu um numeroso escol de artistas portugueses contemporâneos para trabalhar, ou que já tivessem trabalhado inclusive, sobre uma ou mais das mil cento e duas estâncias que compõem os dez cantos de Os Lusíadas.

Ao todo participaram na iniciativa artística "Os Lusíadas que fomos. Os Lusíadas que somos" cinquenta e três artistas portugueses, quarenta e quatro homens e nove mulheres. Enquanto no grupo artístico masculino figuravam Almada Negreiros, Nadir Afonso, Manuel Cargaleiro, Cruzeiro Seixas, Dórdio Gomes, Júlio Resende, Lagoa Henriques, João Abel Manta, Artur Bual, ou Mário Cesariny, no grupo feminino constavam Sara Afonso Almada Negreiros, Maria Keil, Dorita Castel-Branco, Lourdes de Castro, Helena Almeida e Maria Helena Vieira da Silva.

Para conceber a sua obra artística, uma tormenta em alto-mar, Mário Cesariny escolheu assim a estância CVI do canto I da obra magna de Luis Vaz de Camões, "Os Lusíadas":

“No mar tanta tormenta e tanto dano,
Tantas vezes a morte apercebida!
Na terra tanta guerra, tanto engano.
Tanta necessidade avorrecida!
Onde pode acolher-se um fraco humano.
Onde terá segura a curta vida,
Que não se arme e se indigne o Céu sereno
Contra um bicho da terra tão pequeno?”
Period7 Nov 2023
Held atCentro Interuniversitário de Estudos Camonianos , Portugal

Keywords

  • Luís Vaz de Camões
  • Os Lusíadas
  • IV Centenário da Publicação de Os Lusíadas. 1572-1972
  • Os Lusíadas que fomos. Os Lusíadas que somos
  • Arte contemporânea
  • Mário Cesariny
  • Cesariny interpreta Camões