A polícia portuguesa desde o Golpe de 28 de Maio até a criação do Comando-Geral (1926-1935)

Activity: Talk or presentationOral presentation

Description

O golpe de Estado de 28 de Maio de 1926 interrompeu a normalidade institucional da Primeira República portuguesa. Mais uma vez, as forças de segurança pública acusariam a mudança, como, aliás, o país inteiro. Era inevitável, na medida que a mudança se levou a cabo por procedimentos não regrados, e a polícia é um dos instrumento organizados obrigados a preservar a ordem vigente, talvez o mais imediato e óbvio, juntamente com os tribunais. As Forças Armadas, garantes últimas, foram, longe disso, instigadoras e executoras da mudança. Aliás, o golpe não foi apenas uma violação flagrante da legalidade, envolveu —como envolvem todos— algum grão de violência, contra o que a polícia, em principio, teria obrigação de resistir. Não se deu este extremo até onde sabemos, porque a substituição do poder processou-se de forma rápida e sem grandes obstáculos aló onde importava se impor.
Sem embargo, o imediato post-28 de Maio não traria a tranquilidade, e à corporação também não trouxe. Alicerce necessário da nova ordem e para o assentamento do regime que viesse a tomar corpo —nesta ordem, nos atrevemos a dizer—, a polícia devia recuperar progressivamente o monopólio da violência a medida que o fim da excepcionalidade fosse devolvendo, aos poucos, os soldados mobilizados às casernas. Todavia, essa «normalização» não se revelaria fácil nem pronta. As diferenças políticas entre os golpistas, a conflituosidade social e um contexto internacional complicado não o facilitaram. Nesta comunicação tencionamos abordar os efeitos sobre a polícia de segurança pública do lento assentamento do Estado Novo.
Period17 Oct 2019
Event titleCongresso Internacional História, Identidade e Património da(s) Polícia(s)
Event typeConference
LocationLisbon, Portugal